Isso é um fato ao qual os cidadãos mais antenados não puderam dar a devida atenção, pois, a grande imprensa não pode dar o espaço privilegiado que ele merece, em meio a tantos assassinatos de inocentes e outras tragédias. A culpa não é do jornalismo, a culpa é nossa, que fabricamos esse mundo louco em que vivemos. Tanto é louco, que me admira algo que deveríamos ver aos montes. Um ato simples de solidariedade no meio do caos e da poluição. Veja, isso aconteceu há pouco mais de um mês, dois garotos salvaram esse pequeno cão da morte certa.
Esses garotos provavelmente não imaginam como um pequeno gesto pode ser grande.
Será que eram pequenos anjos procurando trabalho? He He. Tomara que eles apareçam mais.
Deve ter sido algo que já ouvi de alguém - algo que eu fiz, pois senti que devia, e depois, simplesmente segui com a minha vida.
A tragédia de mais um pequeno João, em seus três aninhos, me deixou chateada e preocupada. E me fez voltar até meu primeiro ano na faculdade de jornalismo . O primeiro dos livros que li, recomendado por professores, foi o “Rota 66 - A história da polícia que mata”, escrito pelo jornalista Caco Barcellos. Logo de cara ele é chocante, um thriller real. Depois de cinco anos de pesquisa, ele remonta o esquadrão da morte que agia nas ruas. No primeiro capítulo, uma viatura da polícia chega atirando antes de perguntar, e matando adolescentes de classe alta que fumavam dentro de um carro e daí se desenrolam outros casos surpreedentes. A cena se passou como um filme na minha cabeça sonhadora e assustada de estudante, que tinha conquistado o direito de pensar que poderia ser uma luz, mesmo que pequena.
Aquela violência toda, era na época (talvez ainda seja), algo chocante para mim, naqueles tempos, quando não tínhamos blocos inteiros de jornais dedicados à violência, não tinha tido contato mais próximo com tal realidade. Trabalhei seis anos no centro antigo de São Paulo, e nunca fui assaltada ou sofri qualquer violência. Até hoje - ainda bem - saí ilesa de alguns assaltos sofridos no bairro da zona norte de São Paulo, onde moro. Apesar de me prevenir e tomar os cuidados que qualquer um toma, nunca me senti tão ameaçada quanto agora. O que sinto e compartilho com milhões de pessoas, é o medo e a insegurança perante a polícia. Falta de confiança
Eu não confio mais na polícia. Apesar de saber há policiais competentes e que querem combater os bandidos, que não saem atirando sem observar, sem tomar conhecimento da situação. Daqui para frente, os bons profissionais pagarão pelos péssimos. E pensar que os homens que fazem esse tipo de trabalho são treinados em três meses. É isso, apenas três meses. Algumas reportagens de tv mostraram depoimentos anônimos, claro, de policias dizendo que nunca tinham treinado tiro antes de saírem em seu primeiro dia de trabalho.
É claro que policiais inexperientes e sem nenhum preparo psicológico vão pensar em atirar e salvar a própria pele assim que se sentirem ameaçados. Ou seja, eles não servem para nada e são uns imbecis sem capacidades de dissernimento. O governador do Rio de Janeiro disse algo parecido, já que ele não pode chamar ninguém de filho-da-puta em público e exclamar, “assim vocês fodem com tudo, idiotas”.
Aos gritos os lamentos do pai do garoto, um taxista que trabalhava enquanto o carro em que a sua família estava era alvejado pela polícia, pedem mudanças. Não há muito o que dizer, não há muitas perguntas na boca dos repórteres, a não ser a descrição triste do fato. O detalhe afiado dessa tristeza toda, é que João Roberto é um caso em evidência em meio a centenas de outros, anônimos. Outros pais perderam filhos em balas perdidas em ações débeis da polícia. A polícia que mata antes de mais nada, aquela do Rota 66.
E de que adianta, se o secretário de polícia do Rio diz estão comprando armas não letais, que estão investindo em treinamento e que uma universidade exclusiva da polícia está sendo planejada, se homens em quem se deveria confiar, que carregam armas pesadas, conseguem cometer bestialidades, se eles destilam suas paranóias enquanto usam uma farda e se intitulam autoridades?
Tudo isso pode até ser algo bom, mas perde totalmente qualquer lógica diante dos fatos. Se pelo menos as coisas mudassem, se a sensação que fica não fosse de que se perdem vidas que caem num vão da realidade. Não dá para ficar assim.
Sex and the city, o filme, é um deleite para as mulheres, pois, afinal de contas, os homens não têm motivos para ver esse filme. Por mais que seu marido, namorado, ou amante queira te fazer as vontades, ele vai ficar enfastiado. Oh! Pobres diabos, eles não podem entender aquilo ali, nem devem. Coisa de menina, adoooorooo!
Afinal, é muito família, a família da beleza, da moda, das coisas dispensáveis e daquelas sem as quais nós fêmeas não podemos viver: homens e moda. A grana para isso deve ser algo intrínseco. Sorry, queridas pobres e arrogantes como esta que vos fala. Mas é uma película chique, cheirando a perfume da Sarah Jessica Parker. O filme é bom, a história gira em torno do cotidiano conhecido pelos expectadores do seriado. Mas não é um episódio mais longo, tem seu brilho e sua fartura de ingredientes. E o melhor continua sendo que a realidade das quatro amigas, é um outro mundo, com mais grana, claro, para a realidade das mulheres brasileiras.
Olha, sinceramente. Amei aquele figurino. Marca registrada da série. Se você está em fase casamenteira, oh…Berenice, segura, é de surtar. As roupas da Carrie são as minhas preferidas, mas eu faria um mix com um toque de cada uma delas. Os cintos. Ah! os cintos. A trilha sonora é gostosa de ouvir, e romântica na medida, sem ser brega. Tsc, enfim. Vão ver, mulherzinhas, vão!
Jantares, almoços ou simples cafés da tarde, são acontecimentos glamourosos, e sempre em locações de matar. Isso é ótimo, a realidade é certa, obrigada, mas também precisamos de fantasia e roupas lindas, inusitadas, amores difíceis e Nova York.
p.s.: assisti numa tarde perfeita, eu e mais minhas três grandes amigas, Juliana, Carla e Gabriela. Rimos de nossas piadinhas internas, e choramos como sentimentais que somos. Bah, delícia de mulherada. hehe.
Certa feita eu me propus a escrever sobre a felicidade. Dentro desse tema pesquisei motivos de felicidade e esse conceito tão relativo, e sinceramente, declinei. Ficar pesquisando sobre isso seria o equivalente a procurar agulhas num palheiro, é difícil de encontrar, e para quê procurar tanto?? Cada um que construa a sua e blá blá. Bah. Bom, e aí? Aí que eu adoro filme antigo, e uma musiquinha antiga, meu fraco são as românticas. Se esse fato for brega para vocês meus parcos e seletivos leitores, por favor, entendam. Sinto muito, mas sou incurável, cheia de nostalgia e acima de tudo, adoro um drama e nada mais dramático do que românticas da velha guarda dos 80 e 90 como eu. Sim, eu estou velhinha e daí? Adoroooo velharias que merecem ser lembradas. Tudo começou quando assisti a propaganda da sementinha de guaraná…aquela música do Foreigner. E cá estou eu. Selecionei algumas de minhas preferidas. Isso me faz feliz. Música é remédio, faz bem, não engorda. Depende do gosto, claro. Acho que caprichei. Pipocas, meladas, mas adoráveis. Primeira parte.
Essa é a “the best”, em gênero e grau. Eu não resisto, e esse velhaco continua “hot” até hoje. What a voice. O clipe tem tudo de bom, vento, posers, olhares e cabelos, rs. Kitch, adoooro. Lembrei do Skid Row…
Dizem por aí que as melhores músicas românticas são das bandas de rock pesado. Concordo. Esse eu vi de perto no show. Ai gente, que emoção, hehe. Fazer o quê? Eu era adolescente, meu namorado até tentou entender, o cara era lindo. Aproveita e canta junto quando ninguém estiver olhando, vá.
Agora voltei um pouco mais. Essa aqui é um primor. A letra é ótima.
Hum, depois eu continuo…nossa isso aqui sim é boa ocupação.
Este título não se refere à famigerada segunda-feira, ele se refere à vida. Acho que muitas vezes, e quase sempre, normalmente, e comumente, as coisas saem mesmo é pelo avesso. Aí, a gente mastiga elas, amassa, põe um pouco de açúcar, e até acrescenta uma vodka.
É preciso traduzir, e transformar uma resposta torta, uma oportunidade esquisita, e um sorriso de canto de boca em algo agradável. Em algo capaz de satisfazer alguns desejos, necessidades, e outras coisinhas mundanas de que todos precisamos. Porque diabos as coisas acontecem assim? Eis a questão. Se ser feliz é uma decisão, isso deve fazer parte desses abomináveis momentos de aceitação das coisas ao contrário.
Só falta aprender a aceitar, a transformar, a criar. Nunca achei que viver desse tanto trabalho. Nunca imaginei que a criatividade precisava ser usada até para isso. Frustrei-me. Deveras. Sempre achei que conseguiria. Algo me fez acreditar que eu podia. E aí eu consegui algumas coisas. Nada importante para alguém além de mim. E deixei de conseguir outras, que me eram valiosas. And…não sou diferente de ninguém. Ou sou. Ainda não consigo aceitar as tempestades sem direito a bonança.
Tempo…para pensar, para pensar, para pensar, para maturar, para enlouquecer, para terminar.
Acho que o mais importante é ter história para contar no futuro. Olhar para trás e ter certeza de que se arriscou e tentou, enfim, se viveu. Gosto muito de biografias. O Johnny Cash eu conheci mais por causa do cinema, minha paixão profunda. O história de amor que envolve a vida de Cash também é atraente. Toda boa trajetória de vida precisa de um grande amor. Aliás, há algo em que um grande amor não se encaixe?
Gostos e manias à parte, amor e sofrimento caminham juntos muitas vezes. Certa pitada de fetiche, cartada do destino, etapas, não importa. Ninguém tem um caminho sem nenhum tijolinho amarelo faltando. Prefiro pensar que não faz a menor diferença se a conta fecha. Não quero mais resolver nenhuma equação. Quero apenas que aconteça.
Hurt, música de Trent Reznor do NIN, gravada por Johnny Cash
Você já sentiu como se sua trajetória fosse torta? Como se você fosse um mero espectador de grandes coisas que outras pessoas fazem. O ato de pensar é um extremo sacrifício. Lá fora, há tanto. Dentro um silêncio sem fim. Os sons das palavras soam estranhos.
A sensação é a mesma de se estar fora do corpo assistindo a própria vida. Você se levanta, caminha e até trabalha, mas na verdade ainda está deitado na cama, parado.
Tudo parece um ensaio interminável. Inclusive, naquela lista das coisas que mais interessam, nada interessa tanto assim. E aquela promessa, futuro promissor, o orgulho da família?
O que passou foi como um fogo de palha. Queimou rápido e nada deixou. Volta e meia é preciso sair caçando mais coisas para queimar. Você se pergunta para quê tudo isso. As respostas nunca vieram tão facilmente. É o silêncio, viver em paz é o que mais importa. E como normalmente acontece, a culpa é só sua. Agora perdoe-se. Isso acontece. Siga pisando forte, sem nem ao menos olhar para trás.
Um blog onde se encontra toda a sorte de coisas, e coisas sem sorte nenhuma. Ele amorna, chega a esquentar mas não corrobora o efeito estufa, muito menos colabora para o degelo das calotas polares.