Eu em Giverny, França. Junho de 2010. Único plano que deu certo.
Dividir a vida em categorias me parece muito estranho, me parece burocrático demais, me parece falta do que viver. Pode ser. Mas há momento em que parar e olhar para uma folha em branco é o mais acertado.
E quando a gente resolve se aventurar quando na verdade, segundo a “sabedoria” popular, a gente deveria estar pensando na aposentadoria vindoura e em fundo de garantia? Eu acabo de dar entrada no meu “Plano B”, sinto-me uma estagiária, e inacreditavelmente, vejo muita graça nisso tudo.
Primeiro o grande salto, depois a avaliação. E o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraída. Se eu parar para pensar, vou ficar muito responsável e ouvir coisas como “você precisa pensar no futuro”. Então, eu desprezo a lógica, como se isso fosse possível e vou-me.
Não, eu não sofro de síndrome de Peter Pan, eu simplesmente me sinto assim.
Estou largando as amarras para viver perigosamente sendo minha própria chefe, dona do meu próprio negócio, e esse plano nunca foi o Plano B. Ele nem mesmo era um plano, era um…nada, talvez um pequeno desejo, desses que a gente nem acalenta muito, por medo e por insegurança. E esse tipo de coisinha mata aos poucos. Prefiro algo mais pontual, morte rápida, e com emoção, lógico.
E aí que na “limpeza de porão” eu achei o Suando na Neve. E como filosofia de buteco e papo furado sempre atraem, eu vou jogar tudo aqui. Sem rumo certo, mas sempre adiante.







