O filme Tropa de Elite, do diretor José Padilha, é sobre as atividades do BOPE (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar), Padilha também dirigiu o “Ônibus 174″. A película já é um sucesso antes mesmo da estréia nos cinemas dia 12 de outubro. Pelo menos, é um sucesso de marketing. Não vou dizer nada antes am particular sobre o filme, antes de assistir num cinema e na íntegra. Ah, não, eu não vi a cópia pirata, não porque sou contra, eu sou a favor. É que infelizmente a cópia sempre fica com uma imagem escura. Apesar de a fotografia do filme ser mais clara, bem crua mesmo. Vou preferir à moda antiga, salas lotadas, e empurra-empurra pra sentar.
Mais uma vez teremos a realidade, a violência e a crueldade que está na porta de casa, esfregadas em nossa cara num telão de cinema. Tomaremos mais uma vez a consciência de que nossa democracia e o controle que julgamos ter sobre a nossa vida, não existe. A democracia é uma palavra bem bonita e que depois de ser usada lá na Grécia antiga, não se teve mais notícia dela. A democracia só funciona para pessoas como o Sr. Presidente do Senado, Renan Calheiros, e seus aliados, a quem ele deve ter ameaçado com armas tão mortais quanto às usadas no morro, caso não usassem com sabedoria seu voto secreto. Ora, bolas.
As favelas me parecem os antigos feudos, e os traficantes e os alguns policiais os seus senhores. É claro, que a população acaba criando sistemas novos de governo, de vida, cria suas próprias leis, no meu micro cosmos, entende? Hã?Micro cosmos? é…
Muitas vezes, essas “leis” são um pouco contraditórias levando-se em conta o conceito de matar ou morrer. Seja em São Paulo ou no Rio de Janeiro, Timor Leste ou Serra Leoa. Cada lugar desses é um outro mundo. Mas sempre com as mesmas características, os rostos mudam, o terror e o medo espreitam da mesma forma.
O que eu vejo, é uma pequena grande guerra, com todo o comércio e lucro que ela pode proporcionar. Armas, drogas, sangue, noticiário e dor. Uma coisa é certa. É preciso ter muita coragem além de armas mortais, e muita adrenalina, testosterona e uma certeza, para subir um morro cheio de gente com armas muito mais poderosas que a suas. O que fazer com um calibre 38 nas mãos enquanto os seus inimigos, te apontam uma metralhadora que atira 300 balas por minuto? É uma decisão kamikaze, é sem volta, e eu realmente não consigo enxergar os resultados.
Algumas falas de Tropa de Elite já viraram até grito de guerra na torcida do Vasco, o Capitão Nascimento interpretado por Vagner Moura, já é comparado a Chuck Norris e Jack Bauer. Olha, me parece que perto do Capitão esses dois são heróis de brinquedo.
Descubra quem é você no filme, olha só que eu me revelei: