
O filme “O amor nos tempos do cólera! está em cartaz na capital paulista. A película foi baseada no romance homônimo de Gabriel García Márquez, e promete fortes emoções, pelo menos para mim. Dizem que o escritor tirou a saga de suas entranhas. Dos livros que li, é um dos mais me marcou. A estória, os personagens, o cheiro de mar e amor que senti impregnado naquelas páginas, me acompanham sempre que vejo uma paisagem bucólica. Me pergunto se Florentino Ariza ainda a ama.
Ainda não assisti ao filme, e não estou nem aí para as críticas. Eu sei que por mais bem feito que ele tenha sido feito, o livro deve ser melhor, como sempre.
Cinema para mim vai muito além de registro histórico, beleza, arte, e fotografia. Cinema para mim é terapia. Desisti faz tempo de recorrer a alguém que me ouve, e que supostamente pretende me ajudar, e ainda pagar caro por isso. Encontro muitas soluções, estabeleço verdades particulares, percebo o genialismo, recebo conselhos e consolos. Pode ser na tela da minha casa, e na telona escura de qualquer cinema.
Já me vi, já quis ser quem vi, já desejei entrar para participar, como a moça desiludida de “A rosa púrpura do Cairo”. Já percebi tantas vezes, que a vida pode terminar e recomeçar, do zero e se transformar. Aprendi também que posso ser feliz por duas horas, quando a realidade está muito dura. Seria bom poder ter uma aventura cinematográfica de vez em quando, uma voltinha de moto com o Mel Gibson, ou uma caça ao Santo Graal com Harrison Ford. Ser governanta na casa dos Von Trapp, marcar um encontro para daqui seis meses no Empire States, ou ficar famosa e bancar a anônima em Noting Hill. O que vale é a terapia.
A viagem pode durar até depois do fim da sessão. Já aconteceu comigo, de sair da sala pronta para colocar planos mirabolantes em ação. Pô, se o cara do filme consegue? Porque não eu? Pode ser infantil para alguns, mas esse efeito faz muito bem. É mais barato, mais prazerozo, e faz a gente pensar na vida.
Nesses últimos dias de 2007, me peguei pensando em quais filmes valeram a pena para mim, já que esse ano, não deu para ir ao cinema, o tanto que eu merecia e precisava. E este último baseado num dos meus romances preferidos será mais um motivo para eu continuar minha cinematerapia para sempre.
1 resposta Até agora ↓
Manyukeh // 03/01/2008 às 13:01 |
Temos, que assistir. ponto.
Beijos
Many