Um túnel. Ele segue, sem parar, as luzes passam tão rápido que parecem uma névoa que embaça mais ainda a visão cansada. A claridade mais adiante, faz pensar que ele chega ao fim, mas, ele nunca acaba.
Bobagem, tudo termina.
Se a visão não acompanha a velocidade, o vento que bate no rosto é calmante. E uma sensação de tranquilidade toma conta. A saída do túnel se aproxima e já não faz diferença o tempo que leva para atravessá-lo. O que importa é que se pode passar por ele. Enquanto as luzes passam, o barulho, e a pressa em vencê-lo, a vida transcorre. Escorre.
Nada deve ser levado tão a sério, a não ser a própria vida.
As respostas estão por aí.