Iron Man e Pollak

27/05/2008 · Deixe um comentário

O filme Homem de Ferro é um sucesso. Não tem como não ser. Cheio de efeitos especiais, barulho, bombas, destruição, e Tony Stark. Ele nasceu para ser astro e cumpre seu papel muito bem.

Tony é um cara safado, bonito, bem sucedido, anti-herói, perfeito. Os fracos não têm vez na indústria cinematográfica, sacou? Pela menos não nos filmes da Marvel. Com um ego astronômico, ele muito americano. Assista e entenda.

Stark é o dono da maior industria de armas dos Estados Unidos, a Stark Industries. É um homem que consegue transformar o massacre em massa que suas armas propiciam em piadas, e a mudar a opinião pública. Só esqueceram de mencionar que Stark é um alcóolatra saradão. Mas, no cinema isso não faz diferença, é claro que para cinema a abordagem precisa mudar.

Esse negócio de querer que seja tudo igual na tela de cinema precisa ser sempre avaliado. Cada caso é um caso. Nem sempre vai surtir o efeito esperado. Santas ressalvas para Sin City e 300. O traço de Frank Miller merece que seja uma cópia perfeita.

O filme é ótimo, e o homem de ferro mata a pau. Uma força destruidora com um resto de consciência, eu diria. Só fiquei me perguntando porque os americanos pseudo-donos-do-mundo do exército ainda não inventaram nada igual.

Pollak…Sidney Pollak se foi hoje. É sempre triste quando morre mais um diretor de cinema, quiçá, quando é um que seja bom. Meu preferido dele era é o mais previsível, Tootsie, uma obra prima dos tempos modernos, que alguns tentaram copiar sem nenhum sucesso. Outro, Entre dois Amores, com Meryl Streep. Que eu vi há pouco tempo também. Viva a tv a cabo. Repito, Viva.

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