Hurt

17/06/2008 · 1 Comentário

Tempo…para pensar, para pensar, para pensar, para maturar, para enlouquecer, para terminar.

Acho que o mais importante é ter história para contar no futuro. Olhar para trás e ter certeza de que se arriscou e tentou, enfim, se viveu. Gosto muito de biografias. O Johnny Cash eu conheci mais por causa do cinema, minha paixão profunda. O história de amor que envolve a vida de Cash também é atraente. Toda boa trajetória de vida precisa de um grande amor. Aliás, há algo em que um grande amor não se encaixe?

Gostos e manias à parte, amor e sofrimento caminham juntos muitas vezes. Certa pitada de fetiche, cartada do destino, etapas, não importa. Ninguém tem um caminho sem nenhum tijolinho amarelo faltando. Prefiro pensar que não faz a menor diferença se a conta fecha. Não quero mais resolver nenhuma equação. Quero apenas que aconteça.

Hurt, música de Trent Reznor do NIN, gravada por Johnny Cash

 

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O ensaio e a fuga

17/06/2008 · 3 Comentários

 

Você já sentiu como se sua trajetória fosse torta? Como se você fosse um mero espectador de grandes coisas que outras pessoas fazem. O ato de pensar é um extremo sacrifício. Lá fora, há tanto. Dentro um silêncio sem fim. Os sons das palavras soam estranhos.

 

A sensação é a mesma de se estar fora do corpo assistindo a própria vida. Você se levanta, caminha e até trabalha, mas na verdade ainda está deitado na cama, parado.

 

Tudo parece um ensaio interminável. Inclusive, naquela lista das coisas que mais interessam, nada interessa tanto assim. E aquela promessa, futuro promissor, o orgulho da família?

 

O que passou foi como um fogo de palha. Queimou rápido e nada deixou. Volta e meia é preciso sair caçando mais coisas para queimar. Você se pergunta para quê tudo isso. As respostas nunca vieram tão facilmente. É o silêncio, viver em paz é o que mais importa. E como normalmente acontece, a culpa é só sua. Agora perdoe-se. Isso acontece. Siga pisando forte, sem nem ao menos olhar para trás.

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