Obsessão. É a palavra certa para definir a minha fixação por alguns filmes e suas músicas. Certos filmes servem como terapia, eles costumam aparecer na minha vida na hora certa, exatamente quando eu precisava. Pode até parecer perda de tempo para alguns, mas já passei muitas tardes de sol assistindo a algum filme que me conquistou por algum motivo. Ah, os filmes da minha vida. Como sempre, gosto de mencionar que não sou crítica, sou livre.
O gênero que me faz feliz varia de acordo com meu humor, o do momento.
O filme que eu assisti hoje, pela quinta vez, eu acho, faz parte da minha lista de remédios de efeito imediato. Além de sublimar a terapia, rende boas risadas e ajuda a entender porque vale a pena passar horas em frente a uma tv vendo filmes, ou lendo um livro. Ao final de um dia daqueles, dentro de uma semana daquelas. Daquelas que poderiam ter sido puladas, caso fosse possível ter um controle remoto especial para isso como em Click.
É meu costume milenar buscar refúgio dentro das histórias e das trilhas sonoras quando as de minha própria autoria não satisfazem. Mas enfim, eis que na tarde vazia de hoje, achei um pequeno bálsamo cinematográfico, Alta Fidelidade, do diretor Stephen Frears. Entre músicas, filmes, e algumas listas, estava Rob Gordon (John Cusack), o cara maníaco por listas, que resolveu fazer mais uma - de seus 5 “top-foras”. Para quem não conhece a estória, Rob é um expert em música pop, dono de uma loja de discos de vinil, à beira da falência, que resolve passar sua vida sentimental a limpo. Esse é mais um daqueles filmes que dificilmente se esquece, primeiro pela trilha sonora sensacional, e depois pelo ótimo roteiro que teve a mão de John Cusak. Sem falar de Jack Black, hilário. É tocante ver como o protagonista se embaraça e teima em permanecer na “adultescência”. Adoro.
Detalhe para o figurino ao estilo Galeria do Rock.
Divirta-se com essa performance de Jack Black