Assisti a esse filme hoje. É romântico sem ser chato ou pesado, é digno e bem feito. Destaque para a ótima trilha sonora e para Gerard Butler, é claro. No sábado, fim de tarde, resolvi assistir sozinha. Foi péssima ideia. Outra péssima idéia é idealizar a vida, e deixar minha veia romântica de lado, e quer saber? – Não dá – impossível tentar mudar quem se é de verdade, mais cedo ou mais tarde, lá está você sendo você mesmo. Um dia de cada vez, carpe diem.
p.s.: desculpe pelo vídeo, mas é o melhor disponível.
O nosso mundo Eu bebo a vida, a vida, a longos tragos Como um divino vinho de Falerno! Pousando em ti o meu olhar eterno Como pousam as folhas sobre os lagos... Os meus sonhos agora são mais vagos... O teu olhar em mim, hoje, é mais terno... E a vida já não é o rubro inferno Todo fantasmas tristes e pressagos! A vida, meu amor, quero vivê-la! Na mesma taça erguida em tuas mãos, Bocas unidas, hemos de bebê-la! Que importa o mundo e as ilusões defuntas?... Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?... O mundo, amor! ... As nossas bocas juntas!...Florbela Espanca
Saudade. Uma expressão só nossa. Essa palavra só existe em português, assim, exclusiva. Seu significado real só conhece quem sente, quem sofre, quem sonha com alguém que não pode mais encontrar, nem tocar. É uma dor intermitente, até fraca, mas incômoda, aguda, você pode viver com ela, ela está sempre lá. A gente não esquece, a gente aprende a dosar essa dor.
Uma vez uma professora de artes musicais, do colegial, me escreveu um verso no meu caderno de recordações e eu nunca mais me esqueci dele, …”Saudades, sombra fantasma, algo de nós que alguém leva, algo de alguém que nos fica…”. Nunca esqueci talvez porque adoro um verso triste, talvez porque é verdade.
Um gari chamado Sucesso achou na sarjeta um cheque de R$ 2 mil e fez questão de tentar achar o dono. Achei isso muito bonito, e ao mesmo tempo triste, por ter me surpreendido. Devia ser normal esse tipo de coisa, mas, é tão incomum que se transformou em notícia. Levando-se em conta que o jornalismo que se faz hoje, fora o trivial, que é o trânsito, e os desastres naturais, a cobertura jornalística brasileira se apoia na bizarrice, no sensacionalismo e nas palhaçadas políticas. Pois é, o cidadão merece ser bem informado de para onde vai o seu dinheiro, fora a p.q.p. ele vai para viagens de família dos políticos à Europa, para as Bermudas e para o Fome Zero. Porém, tudo isso são meras suposições de alguém sem pique extra para tudo isso. Eu estou cada vez mais longe das notícias e mais próxima de pessoas. Gosto de ver e refletir sobre as pessoas e seu comportamento.
A gente, eu, você, todos nós, trabalhamos para gastar no mercado, e os índices econômicos apontam altas de preços, queda de emprego, e o blá-blá-blá das taxas do dólar, e dos problemas, aumentos e perigos dos derivados de porco, e agora todos preferem frango. E as frutas da estação estão mais em conta, é tempo de morango, que delícia. Whatever. Não entendo de economia, mas eu aprendo. Meu negócio é escrever aqui e viver um dia de cada vez. Talvez por puro desleixo não preste atenção na taxa selic e nem nas ações da Vale, e da Pétrobras, achando que isso nao me afeta. E vai ver a culpa é toda minha.
Lá na China está o maior puxasaquismo, o Lulinha cismou que quer fazer tudo o que eles fazem. Enchentes no Nordeste, falta água no Sul, tenho medo. Bom, mas eu sempre falo que essas coisas me dão medo. Afinal é preciso temer alguma coisa. Faz bem, é como canja de galinha e leite de mãe, só faz bem.
E o Sr. Sucesso, me fez ficar só um pouquinho tocada pela bondade e simplicidade dele ao falar à repórter: ” Falei para a minha parceira, dá até para a gente pegar um rodízio”. Valeu o dia.
Eu me divido, sempre. E acho que essa é a minha característica mais latente, e mais incômoda, e mais viva. É impossível para mim, dedicar-me a apenas uma coisa, a um só mundo. Não dá. Eu fico inventando mundos, e coisas melhores. Tenho os pés na cozinha e na sala de estar? Se sou madame e mundana? Sou eu, uma somatória, e não peço desculpas por isso. Até que gosto.
Quem acaba ansiando mais nessa eterna divisão sou eu mesma. Uma mitose ambulante, se dividindo, se dividindo, eternamente, até não sobrar muita coisa de mim. Que assim seja, e pretendo deixar pedacinhos bons meus por onde passar. De carinho, de amor, de loucura e precipitação pura. Acordo, e ainda não sei como será o resto do dia. Permaneço à tarde, saboreio as brisas do outono. À noite, como disse Vinicius, eu ardo, pelo próximo dia.
A lógica do vento, o caos do pensamento, a paz na solidão e a voz da intuição, só o que interessa…(trecho de “É só o que me interessa” de Lenine)
Qual será o segredo para não se enlouquecer? Quando será que notamos que esse delicado equilíbrio foi quebrado? Quando será que chega aquela hora em que nada mais importa muito? Não sei, mas imagino que deve ser libertador. Porque em questão de minutos parece que tudo está resolvido. Acho que o necessário é não dar tanta importância a nada. E mesmo que tiver que tropeçar em tudo pela casa, nas coisas pelo chão, colocar-se sempre em primeiro lugar. Mesmo que for antes do marido, homem, amante, isso se não tiver filhos porque, pelo que as mães dizem, um filho muda tudo.
Por agora não me interessa saber, quer saber? Foda-se.
Acho que somente partindo daí, do mais absoluto nada e do desprendimento é que se pode fazer algo, voltar a amar, ou ser alguém. Há momento em que me sinto totalmente fora do planeta, sem gravidade, sem nada, desprovida de sentimentos por mais básicos que sejam. E tenho receio do quanto posso ser cruel e tomar atitudes impensadas, precipitações. Ou por fim, fica no vazio a dúvida. Talvez isso tudo tenha um nome simples e comum: saco cheio.
Posso ser quem eu quiser. Mas o que eu quero exatamente? Eu francamente não sei e diante disso tudo, tudo mesmo, se torna tão pequeno. Eu odeio café pequeno. Não quero ser boa, não quero ser má, eu só quero me sentir viva e conectada a qualquer coisa que seja, uma crença. Não quero mais esperar, não quero ser notável, eu só quero ser eu mesma. Há um ponto em que tudo incomoda, até o calor das minhas entranhas, até a vida que ainda pulsa, no amor que ainda resta no meu coração. Isso está sendo levado, pelo vento, evacuado de mim, como se eu estivesse sendo aspirada, sugada por algo muito forte, estou indo.
Um canto escuro, a penumbra, o mistério, o abandono, e a sensação de que tudo é iminente, tanto a tragédia quanto a fortuna. Pular de para-quedas, ou simplesmente, sentir o vento forte da beira do abismo. Minha consciência se concentra nessas lógicas, totalmente, nada lógicas, enquanto eu observo o desenho humano do azulejo no banheiro ou enquanto tento arrumar a minha bagunça, achando que de que alguma forma isso corresponde à minha mente, e ao enorme vazio que nela insiste em querer se instalar.
Hoje sem mais nem menos, faltou eletricidade, sem energia, muita coisa teve que ser deixada por algumas horas, numa segunda-feira. E foi uma luz no meio daquelas horas aparentemente vazias. Momento de nadismo. O que poderia ser feito era sentar, esperar passar, ler, dormir, ou cuidar de tudo o que somente energia humana possibilita. E para mim isso bastou. A energia que eu precisava eu mesma fabriquei, não achei que isso ainda fosse possível. Eu nunca acho.
Tive que parar para pensar no que viria depois, foi como se aquilo tudo tivesse sido preparado. Todas as ansiedades se dissiparam junto com o estouro do transformador. A luz acabou, eu acendi uma vela, rezei por uma amiga querida que está doente, e percebi que não precisava de mais nada. Eu tenho tudo, só falta melhorar.
Já que continuo viva, cheia de graça, e segundo o doutor, bonita e com muita lenha para queimar, eu vou começar agora mesmo. Eu nunca tinha feito um post especialmente para mostrar belas fotos de homens que admiro. Hoje vou inaugurar minha galeria. Estrelando Hugh Jackman, o Wolverine. Alguém me explica direito esse homem, Jesuis acende a luiz…! Olhem só as fotos que eu separei. O homem mais sexy do mundo, com louvor. Já a esposa dele, não posso dizer o mesmo. Vendo algumas fotos I wonder… ela deveria estar mais malhada que ele, e com uma pele bem melhor, afinal, aquilo tudo exige muito ginástica e desprende uma serotonina que é uma beleza. Wolverine, é o personagem da carreira de Hugh, não há homem mais certo para o papel. O cara é boa praça, lindo, paizão e bom ator.
Vamos ao que viemos, he he. Deliciem-se queridas leitoras, e espero que seja tão bom para vocês quanto é para mim.
Beleza madura
Banho de mar no Rio de Janeiro. Sorte das cariocas.
Dando aquela corridinha na praia, para manter tudo em dia. Ufa.
detalhe dos cabelos e das sacolinhas, momento pai herói
Por favor, expliquem esse cabelo...perfeito.
Posando de pugilista para a Vanity Fair
Superman returns
Baby behave!
ahã
o clássico sempre cai bem
Aqui também
Garras de fora em Wolverine, grrrr
Em "Austrália" devidamente vestido
Ou em outra cena de Austrália - shirtless
Nu em Wolverine, me parece que a cena foi cortada, tsc, magoei.
Nada é perfeito mesmo. Vejam só essa esposa. Francamente. Ela andou contando que ele volta para casa vestido de Wolverine...eerh. E esse cabelo e ela é FEIA!
A última fecha com chave de ouro! Bye Wolv, até breve.
Por enquanto é só, vou fazer um post de moda pra ele, Usável, porque além de lindo, ele também sabe se vestir. Inté.
Dexametasona, gemifloxacino, pantoprazol, hesperidina, diosmina, budesonida, sangue, oxigênio e meu sarcasmo, todos esses elementos estão se combinando dentro do meu corpo, e até agora tudo bem.
Se deu barato? Não…tsc, droga. Só estourei o limite de crédito.
Às vezes, é melhor não pensar muito nos motivos pelos quais as coisas acontecem. Elas acontecem é só nos resta aceitá-las de uma forma mais fácil de viver com elas. Hoje em dia, acho que o desapego do que queremos é um segredo que poucos conhecem. Eu sempre senti e achei que desejar é que nos impulsiona. Então, como sobreviver sem desejar algo? Será isso possível?
Um blog onde se encontra toda a sorte de coisas, e coisas sem sorte nenhuma. Ele amorna, chega a esquentar mas não corrobora o efeito estufa, muito menos colabora para o degelo das calotas polares.