
Para cada luz acesa, tem uma que se apaga, e na verdade, aquela luz que nunca se apaga, apagou-se há tempos. Para cada lantejoula e paetê tem um brilho fosco que o acompanha. Cada artista tem seu Cisne Negro, sua sombra. A sombra se descola do corpo e vai viajar por aí onde a razão não alcança, enquanto o corpo de carne e osso fica no solo terrestre pesado e pesando.
Daqui do alto, as pequenas luzes piscam muito, e quando eu desço elas estão foscas. Muitos seres se esforçam para mantê-las brilhando com artifícios diversos, fantasias, maquiagem, roupas e muito o que fazer, sempre. Sorrisos. Risadas. Taças. Petiscos.
Ao se despirem, só escuridão.