Entradas categorizadas em ‘A vida como ela é pra mim’

Tudo azul (por enquanto )

13/09/2009 · 1 Comentário

O domingo está muito lindo. Quando acordei, olhei direto para o céu, feliz por ter acordado e por mais um dia de folga da loucura. Embora muito trabalho sempre exista para quem procura. Eu, me reservo o direiro de não procurar nada, de não buscar por nada, somente hoje.

O céu, de azul de photoshop, me afronta, me pergunta e me dá as respostas. Eu tenho no peito uma boa parte das estrelas que brilham no azul escuro da noite, de resto, vou levando junto comigo. Não quero viver de pensar no futuro, quero saborear este presente. Afinal é o que tenho agora.

Sou feliz. Apesar de ver o quanto me fazem querer acreditar no contrário, não preciso explicar a situação do país, ou mostrar dados, fazer um abre de texto todo especial, todo mundo sabe, e pouca gente sai disso, pouca gente faz da sua vida algo relevante e diferente. Eu quero me incluir nessa pequena parcela, ainda não sei se sou capaz, talvez seja, talvez não, mas pensar nisso me faz flutuar na atmosfera e ir visitar outro planeta. Nesse momento é só disso que preciso, é só nisso que quero pensar.

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Sutilmente

19/07/2009 · Deixe um comentário

Estou súbita, nada sútil, nada tranquila. Numa busca desesperada por um pouco de romantismo, de tempo, de respiro,de poesia no cotidiano que me massacra. Há tempos não passo por aqui, isso para mim é um tiro no pé. Hoje é domingo e cá estou, boba, louca, e querendo que esse dia chuvoso, nublado e reconfortante demore a passar. Afinal, a semana tem que passar o próximo weekend passar. Quero essa música para mim.

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Filosofando à cerca do amor

05/06/2009 · Deixe um comentário

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Quem inventou o amor? Explica por favor. Essa frase da letra de música do Legião Urbana não me sai da cabeça. Acho o amor misterioso e ele deve permanecer assim. O imagino como um vaporzinho de cor lilás que vai entrando pelas narinas e pelos ouvidos, e modifica profundamente e para sempre aquele ser. O amor fica ali, pairando e esperando alguém que precise dele. Ele chega e se instala, às vezes, depois de um tempo ele tem vontade de ir embora, mas vai ficando para sempre mesmo, e criando raízes.

Não acho que o amor tenha fim, ele se transforma. A vontade e o bom humor sim, esses acabam. Eu gosto do amor, porque ele é teimoso, ele é chato, insistente e te faz pensar quando todos os outros sentidos já se foram, deram linha, puxaram o carro. Depois da paixão, do tesão, e da morte, só resta o amor.

Depois de pensar muito, acabei concluindo que dinheiro sem amor de nada adianta. Não serei hipócrita a ponto de pensar que é possível viver sem uma coisa e sem a outra. Viver cheio de riqueza mas, sem amor, deve ser sem graça. Porém viver cheio de amor, mas sem dinheiro, nos faz dar um novo valor às coisas de que realmente se precisa.

E aí, porque falar de amor, discorrer sobre ele? Não há nenhum motivo especial escondido nessas linhas, a não ser o desejo de falar de amor, puro e simples. E no meio de tantas outras coisas, e de tantos assuntos, está o amor.

Hoje é sexta-feira, dia de Eros, deus do amor, e seria muito bom deixar tudo o mais de lado, e abrir bem as narinas, os ouvidos. Abra os braços, feche os olhos, e se deixe levar.

O Que Amamos Está Sempre Longe de Nós

O que amamos está sempre longe de nós:
e longe mesmo do que amamos – que não sabe
de onde vem, aonde vai nosso impulso de amor.

O que amamos está como a flor na semente,
entendido com medo e inquietude, talvez
só para em nossa morte estar durando sempre.

Como as ervas do chão, como as ondas do mar,
os acasos se vão cumprindo e vão cessando.
Mas, sem acaso, o amor límpido e exacto jaz.

Não necessita nada o que em si tudo ordena:
cuja tristeza unicamente pode ser
o equívoco do tempo, os jogos da cegueira

com setas negras na escuridão.

Cecília Meireles, in ‘Solombra’

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Sei lá…

01/06/2009 · Deixe um comentário

Eu não sei, não me parece que ser feliz seja uma coisa simples, também não acho que seja uma coisa só, acho que  é um momento, um olhar, uma lufada de vento que arruma o cabelo em vez de bagunçar, cinco minutos de sol de outono, aquele que esquenta no ponto certo. Pode ser o amor, pode ser entrega.                                                                                                                              salvador-dali-three-sphinxes-of-bikiniPode ser também estar em companhia daquelas boas amigas por muitas horas, dar risada e fazer fotos memoráveis. Ou então, outra coisa, qualquer coisa, que venha de outro lugar, sem avisar, sem espera, mas que venha. Algo que faça a diferença, aquela ligação numa tarde vazia, um alento, uma canção, algo que esquente. Aquela pessoa. Sabe aquela? É. Aquela, te diz que você é tudo de bom, que você  ainda provoca aquele calor, aquele fogo, depois das mais de dez anos. Na verdade, para mim, a felicidade é esse fogo, ela vem com a gente até o inferno, ela está naquele trânsito, ela volta com a gente do buraco e depois do fracasso, ela aparece na lambida amiga do cachorro, no miado apaixonado do gato, até na bronca meio chata da mãe, sei lá o porquê, ela simplesmente está ali.  SER, ou ESTAR feliz é meu objetivo cumprido nesse fim de semana, por enquanto.

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A saudade

21/05/2009 · 1 Comentário

praquemvcmandaria2Saudade. Uma expressão só nossa. Essa palavra só existe em português, assim, exclusiva. Seu significado real só conhece quem sente, quem sofre, quem sonha com alguém que não pode mais encontrar, nem tocar. É uma dor intermitente, até fraca, mas incômoda, aguda, você pode viver com ela, ela está sempre lá. A gente não esquece, a gente aprende a dosar essa dor.

Uma vez uma professora de artes musicais, do colegial, me escreveu um verso no meu caderno de recordações e eu nunca mais me esqueci dele, …”Saudades, sombra fantasma, algo de nós que alguém leva, algo de alguém que nos fica…”. Nunca esqueci talvez porque  adoro um verso triste, talvez porque é verdade.

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Sucesso

20/05/2009 · Deixe um comentário

blowing_in_the_windUm gari chamado Sucesso achou na sarjeta um cheque de R$ 2 mil e fez questão de tentar achar o dono. Achei isso muito bonito, e ao mesmo tempo triste, por ter me surpreendido. Devia ser normal esse tipo de coisa, mas, é tão incomum que se transformou em notícia. Levando-se em conta que o jornalismo que se faz hoje, fora o trivial, que é o trânsito, e os desastres naturais, a cobertura jornalística brasileira se apoia na bizarrice, no sensacionalismo e nas palhaçadas políticas. Pois é, o cidadão merece ser bem informado de para onde vai o seu dinheiro, fora a p.q.p. ele vai para viagens de família dos políticos à Europa, para as Bermudas e para o Fome Zero. Porém, tudo isso são meras suposições de alguém sem pique extra para tudo isso. Eu estou cada vez mais longe das notícias e mais próxima de pessoas. Gosto de ver e refletir sobre as pessoas e seu comportamento.

A gente, eu, você, todos nós, trabalhamos para gastar no mercado, e  os índices econômicos apontam altas de preços, queda de emprego, e o blá-blá-blá das taxas do dólar, e dos problemas, aumentos e perigos dos derivados de porco, e agora todos preferem frango. E as frutas da estação estão mais em conta, é tempo de morango, que delícia. Whatever. Não entendo de economia, mas eu aprendo. Meu negócio é escrever aqui e viver um dia de cada vez. Talvez por puro desleixo não preste atenção na taxa selic e nem nas ações da Vale, e da Pétrobras, achando que isso nao me afeta. E vai ver a culpa é toda minha.

Lá na China está o maior puxasaquismo, o Lulinha cismou que quer fazer tudo o que eles fazem. Enchentes no Nordeste, falta água no Sul, tenho medo. Bom, mas eu sempre falo que essas coisas me dão medo. Afinal é preciso temer alguma coisa.  Faz bem, é como canja de galinha e leite de mãe, só faz bem.

E o Sr. Sucesso, me fez ficar só um pouquinho tocada pela bondade e simplicidade dele  ao falar à repórter:  ” Falei para a minha parceira, dá até para a gente pegar um rodízio”. Valeu o dia.

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After all

01/05/2009 · Deixe um comentário

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Às vezes, é melhor não pensar muito nos motivos pelos quais as coisas acontecem. Elas acontecem é só nos resta aceitá-las de uma forma mais fácil de viver com elas. Hoje em dia, acho que o desapego do que queremos é um segredo que poucos conhecem. Eu sempre senti e achei que desejar é que nos impulsiona. Então, como sobreviver sem desejar algo? Será isso possível?

E se deixarmos de desejar, o que vai restar?

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Tabacaria

14/04/2009 · Deixe um comentário

Crer em mim? Não, nem em nada. Derrame-me a natureza sobre a cabeça ardente, o vento que me acha o cabelo, o resto que venha se vier…

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Mantra

17/03/2009 · Deixe um comentário

Ter paciência.

Ter paciência.

E mais um pouco de paciência, e se perdoar, e aproveitar, e aprender, com cada situação, cada espaço vazio, cada dia em que me levanto e tenho a chance de mudar tudo.paciencia

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Eu, meu perfil, e etc e tal

05/11/2008 · 1 Comentário

image0191 Hello, olá, forasteiros, três leitores…ói eu aqui. Ando assim, digamos tentando me supreender com a minha própria vida, e como isso raramente tem acontecido, estou procurando inspiração, energia, sei lá onde. Ás vezes, isso me chega num domingo, ou no meio de um temporal, enquanto eu observo os pingos de chuva escorregarem pela janela. Incrível como isso me acalma, funciona como uma espécie de yoga, ginástica mental, por aí.

Acho que esperei demais do universo, e geralmente quando as expectativas são muito grandes, a decepção, quando acontece, é proporcional. Esperei e espero demais de mim mesma. As pessoas, em sua maioria podem achar muito legal ser perfeccionista, mas é um martírio. Para um perfeccionista, no quesito carreira e ocupação, pode ser uma tortura aceitar que é bom ficar em paz e em casa, algumas horas por dia, sem estar produzinho muito, e trabalhando muito. Acho que evoluí, superei essa fase. Hoje, só hoje, é meu lema agora. E faz um bem extraordinário.

E por falar em supreender…há muitas formas de ganhar a vida, mas sempre há alguém que consegue inventar outro, ou o faz de forma mais corajosa, e desafiadora do que a maioria dos outros seres humanos faria, sem pudor, e sem preocupações. Eu penso muito sobre isso. Encontrar um nicho produtivo, que satisfaça a fome de pagar contas no fim do mês, e seja digno para a alma de quem o pratica, é uma grande vitória, digamos, um achado. Me acreditem, alguns empregadores, vide enganadores, fazem da tarefa de trabalhar algo parecido com a dificuldade de tentar conseguir ser prontamente atendido pela Telefônica. Ou, pior, uma espécie de prostituição forçada. Uma verdadeira operação de guerra. Get ready to jump, freelancers. Rá.

Voltando. Desculpe, consigo falar de cinco assuntos ao mesmo agora, e volto a cada um fazendo relação com uma sexta coisa totalmente diferente, porém, com algo a ver, de forma mediúnica e intrinsecamente ligada ao primeiro assunto e motivo da conversa. Ufa.

Lendo a revista da Folha, do último domingo, a matéria de capa, “Como é se expressar ou trabalhar sem roupa em São Paulo”, me veio essa reflexão. Essas pessoas que trabalham exclusivamente com o corpo, e como elas se sentem. Adorei a pauta. Pessoas que trabalham sem roupa, atores, modelos vivos e gente que tira a roupa em nome de uma causa, simplesmente porque acha gostoso, ou por um outro motivo irrefutável : paga-se mais.

Uma modelo viva, que trabalha em várias faculdades, disse que tentou ganhar a vida fazendo outras coisas, como trabalhar numa fábrica, mas além de ganhar pouco, e sentia-se mal, por causa do preconceito masculino. No meio de artistas, ela não sente isso. As opiniões sempre divergem. O ator Pedro Cardoso é totalmente contra ficar nú no trabalho. Ele escreveu uma espécie de tratado contra a nudez nos palcos. Ele acha que tudo se reduz a uma questão comercial e exploração da imagem. Será que é porque ele não é um Apolo? Sabe-se lá. Eu acho toda nudez será castigada por mais bonita que seja, por mais contextual que seja. E os advogados, e gente envolvida assinam em baixo. O tabu permanece e causa confusão.

A verdade é que vivemos num grande palco, e precisamos representar nosso papel, ou papéis. Encenar um perfil para sermos aceitos em certos lugares, em certos emno ambiente de trabalho, e para não ficar sozinhos. Uma chata realidade, porém, é de prache.

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