Eu não sei, não me parece que ser feliz seja uma coisa simples, também não acho que seja uma coisa só, acho que é um momento, um olhar, uma lufada de vento que arruma o cabelo em vez de bagunçar, cinco minutos de sol de outono, aquele que esquenta no ponto certo. Pode ser o amor, pode ser entrega.
Pode ser também estar em companhia daquelas boas amigas por muitas horas, dar risada e fazer fotos memoráveis. Ou então, outra coisa, qualquer coisa, que venha de outro lugar, sem avisar, sem espera, mas que venha. Algo que faça a diferença, aquela ligação numa tarde vazia, um alento, uma canção, algo que esquente. Aquela pessoa. Sabe aquela? É. Aquela, te diz que você é tudo de bom, que você ainda provoca aquele calor, aquele fogo, depois das mais de dez anos. Na verdade, para mim, a felicidade é esse fogo, ela vem com a gente até o inferno, ela está naquele trânsito, ela volta com a gente do buraco e depois do fracasso, ela aparece na lambida amiga do cachorro, no miado apaixonado do gato, até na bronca meio chata da mãe, sei lá o porquê, ela simplesmente está ali. SER, ou ESTAR feliz é meu objetivo cumprido nesse fim de semana, por enquanto.
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Sei lá…
01/06/2009 · Deixe um comentário
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Vivi pra você
24/04/2009 · Deixe um comentário
Todo esse tempo estive aqui para você. Ainda estou. Estou dentro de um círculo vicioso difícil de escapar, mesmo que eu quisesse. Você inteiro, sou eu. É tudo que eu sempre quis. Tudo o que sempre desejei foi ficar ao seu lado, ou melhor, mais que isso, dentro de você. Minha ambição, meu egoísmo desmedido, e meu ciúme, querem te segurar, te possuir e ser tudo em sua vida.
Saber dividir é uma virtude que eu não tenho. Sou desvirtuada, e não quero te dividir mais, me dividir mais. Cansei.
Se isso for infantilidade, por mim tudo bem. Os julgamentos não me importam nem um pouco.
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Me dei conta
15/12/2008 · Deixe um comentário
Hoje me dei conta de que há muitas, mas muitas coisas boas e que elas não dependem de absolutamente nada, só do vento, só da sorte. Isso me tranquiliza, e neste momento, só por agora, não me preocupo mais.
Palavras jogadas, minutos de felicidade, segundos de plenitude, grana sobrando na conta, prazer em andar na rua, ser olhada, ser vista de verdade, se sentir uma diva, ser chamada de pin-up no meio da tarde e com quase nada de maquiagem, bater papo sem se preocupar, desligar o celular e quando ligar não tem recado algum, vento morno no rosto, leve sensação de abandono, sensação de não ter nada a perder, levantar com o cabelo espetacular sem mais nem menos, receber flores, ouvir uma declaração de amor inesperada, ser aprovada “naquele” emprego, largar tudo e ir morar na praia, fazer uma pessoa feliz, fazer eu mesma feliz, rir até doer a barriga, brincar no balanço do parque, no chapéu mexicano, ter 35 com cara de 25, ser mignon, comer e não engordar (rááá!), pintar a unha de rosa choque, usar estampa de oncinha, faze caridade, ser quem eu sou não importa quando, como, onde ou porque, ter um amigo do peito pelo menos, aprender a dizer não, aprender a se entregar, menos culpa, menos compras, plantar uma árvore, amar os animais, todos eles, consumir menos e maltratar menos a natureza com isso, reciclar, dormir mais e baladar menos, comer menos e melhor, passear com meus cachorros, chamar minha gata rueira para casa, tomar mais chá verde, ter meus pais em casa e bem, ter um amor e ser correspondida, trabalhar sem pensar no amanhã e fazer sempre meu melhor porque eu sou assim mesmo, sorrir para a vida, ser amada por ela, agradecer a Deus ou aos céus, ou ao vento, ou ao cosmos, mas agradecer por mais um dia, sonhar em ser menos ansiosa, menos estressada, usar babados, flores, laços e meias calças coloridas, aos montes, assistir filmes antigos, preto e branco, coloridos ou mudos, mas assistir a filmes, rever pela centésima vez aqueles que eu amo, assistir sessão da tarde sem culpa, passar um dia todo pelo menos assistindo tv, e gostar de olhar meus olhos verdes no espelho, afinal cada dia pode ser o último.
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Isso não é uma notícia
22/07/2008 · 3 Comentários
Isso é um fato ao qual os cidadãos mais antenados não puderam dar a devida atenção, pois, a grande imprensa não pode dar o espaço privilegiado que ele merece, em meio a tantos assassinatos de inocentes e outras tragédias. A culpa não é do jornalismo, a culpa é nossa, que fabricamos esse mundo louco em que vivemos. Tanto é louco, que me admira algo que deveríamos ver aos montes. Um ato simples de solidariedade no meio do caos e da poluição. Veja, isso aconteceu há pouco mais de um mês, dois garotos salvaram esse pequeno cão da morte certa.
Esses garotos provavelmente não imaginam como um pequeno gesto pode ser grande.
Será que eram pequenos anjos procurando trabalho? He He. Tomara que eles apareçam mais.
Deve ter sido algo que já ouvi de alguém - algo que eu fiz, pois senti que devia, e depois, simplesmente segui com a minha vida.
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O avesso das coisas
23/06/2008 · Deixe um comentário
Michael Parkes – Dream for Rosa
Este título não se refere à famigerada segunda-feira, ele se refere à vida. Acho que muitas vezes, e quase sempre, normalmente, e comumente, as coisas saem mesmo é pelo avesso. Aí, a gente mastiga elas, amassa, põe um pouco de açúcar, e até acrescenta uma vodka.
É preciso traduzir, e transformar uma resposta torta, uma oportunidade esquisita, e um sorriso de canto de boca em algo agradável. Em algo capaz de satisfazer alguns desejos, necessidades, e outras coisinhas mundanas de que todos precisamos. Porque diabos as coisas acontecem assim? Eis a questão. Se ser feliz é uma decisão, isso deve fazer parte desses abomináveis momentos de aceitação das coisas ao contrário.
Só falta aprender a aceitar, a transformar, a criar. Nunca achei que viver desse tanto trabalho. Nunca imaginei que a criatividade precisava ser usada até para isso. Frustrei-me. Deveras. Sempre achei que conseguiria. Algo me fez acreditar que eu podia. E aí eu consegui algumas coisas. Nada importante para alguém além de mim. E deixei de conseguir outras, que me eram valiosas. And…não sou diferente de ninguém. Ou sou. Ainda não consigo aceitar as tempestades sem direito a bonança.
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Coração vagabundo
11/05/2008 · 1 Comentário
Coração de mãe é meio vagabundo. É o que a realidade mais comprova. Já vi isso acontecer na minha família. Já tive a impressão de ter sentindo isso, apesar de ainda não ser mãe. Quantas mães não se sentem invisíveis perante seus filhos cegos. Cheios de idéias para ganhar dinheiro, mas sem tempo para uma visita, um café com bolo, uma presença, um abraço, um…obrigado por ter me trazido até aqui são e salvo.
Nem todas as mães são boas. Tem algumas bem piores do que psicopatas, verdade seja dita. Mas minhas palavras de hoje vão para aquelas que são realmente mães. Aquelas que fazem/fizeram valer a pena a fecundação de seus óvulos, que se esforçaram para isso não ser uma experiência amarga e tortuosa, mas sim uma aventura de criatividade e claro, doação, paciência e boas risadas de alívio depois de algumas horas de espera na madrugada adentro.
Coração de mãe é vagabundo sim, quando essas mulheres sentem flechas em forma de palavras, e atos, sendo fincados com profundidade, e mesmo assim estão por perto, caso o ingrato precise. É vagabundo, quando ela abre mão de tudo o que ela necessita, de seu instinto feminino, de suas próprias necessidades para acudir um filho dependente de drogas, ela quase se vicia junto com ele, vive sua dor. Coração de mãe que tem filho morando em hospital, mãe que aproveita cada minuto disponível. Ela cederia com prazer seu viço vital para ele. Não acho normal, o filho partir antes dos pais. Gosto da ordem natural das coisas.
A alegria de ser mãe é o desprendimento de se doar, e não esperar nada em troca, nada. Dizem que o simples fato de ter o poder de gerar uma outra vida dentro do próprio corpo, já torna as mulheres especiais. Deve ser um desejo, uma missão inata. Deve ser por isso que algumas mulheres passam anos tentando serem mães, e lutando e reinvidicando mesmo que artificialmente algo que a natureza por qualquer motivo sonegou a elas.
As que escolheram não serem mães, têm todo o direito, e eu sei que em algum momento exerceram a maternidade de alguma forma, com seus sobrinhos, ou fazendo o bem a outras crianças, ou mesmo, espalhando seu amor por aí. Há mil formas diferentes. Acalentar um ser no seu útero, é uma questão de escolha, ou de ponto de vista. Dar amor é permitido a qualquer uma. O importante é ser/estar feliz.
Eu tenho uma mãe das que fazem/fizeram valer a pena . E quero aproveitar o dia de hoje para expressar minha gratidão a agradecer a paciência dela, que parece ser interminável como o amor que temos uma pela outra.
Para ser mãe, não basta ser fértil, a mentalidade e o coração também precisam estar florescendo.
Feliz Dia das Mães!!!
ps: um especial para algumas mamães nota dez, para minha mãe Maria da Graça (ela é graciosa mesmo!), ela fez um bom trabalho (hehe), para Gabriela, para Carmen Lucia Lopes, para Letícia e para Luciana Tavarez Lopes.
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Reservado
18/01/2008 · 3 Comentários
Bom, finalmente depois de muita indecisão já tenho lugar para passar os próximos feriados. Achei modesto, mas para começar a relaxar já está bom. Vejam esse “pequeno” recanto no Chile. Isso parece mar, mas é uma piscininha.
Olhem isso e pensem. É para isso que devemos trabalhar, não para gastar com roupas de marca, carros do ano e o car… a quatro. O meu cafofinho para dois (claro!) já está reservado, pelo menos nas minhas viagens dentro da minha mente…rsrs.




Bom final de semana a todos.
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Plante gatos
12/01/2008 · 2 Comentários

Plante gatos para a primavera, se você semeá-los agora eles estarão crescidinhos, peludos e independentes quando as outras coisas lindas nascerem. Depois de germinados, a muda pega rápido, eles vão nascendo e se espreguiçando lânguidos, charmosos e irresistíveis. As gatas logo olham para cima, observando em volta, reconhecendo tudo, os machos, preguiçosos e igualmente deliciosos, saem da terra, se esticando, a primeira coisa que procuram é sombra e água fresca.
As flores nascem onde a natureza desejar, mas, os gatos precisam de muito carinho, e terra fofa, para que eles possam amassar bem devagar antes de se deitar. É ali que a semente nasce. Eles são contagiosos, viciantes e quando a gente percebe já estão plantando raízes no coração. Um amor insuportável.
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Paredes de veludo
09/01/2008 · 3 Comentários
Estou aqui, e só quero… não pensar que a tua visão ao longe é como encontrar um mundo. O silêncio. As palavras que eu tinha escrito, em um esforço de me fazer entender, escorreram no papel como tinta guache na chuva. Na pressa, um sobressalto. Um buraco. Paredes de veludo. A queda. Enquanto se cai, nem dá para sentir, também não se sabe se ele acaba. E…ser abraçado carinhosamente por uma força maior, que vai tragando até que se suma por completo.
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2008 em tijolos amarelos
03/01/2008 · 3 Comentários

Eu quero uma estradinha de tijolos amarelos em 2008. Não me importa que faltem alguns deles, eu posso recolocá-los, posso até inventar de substituir por uns cor-de-rosa, ou lilás. Quero plantar umas flores e árvores em suas margens, e quero alimentar os animais lépidos e fagueiros que passem saltitando por mim. Ah, sei lá, eu quero.
Quero estabelecer umas resoluções e tentar cumprí-las para variar. Estou plagiando prazeirosamente meu amigo Társis, que por sua vez já plageou o Doni, hehe. Esse lance de fazer listinhas de começo de ano é a coisa mais manjada do mundo, mas eu gostcho. O que vale é se propôr a fazer as coisas que divertem e nos fazem felizes de verdade. Porque, vamos combinar, que as coisas chatas a gente já cumpre todos os outros dias.
Às resoluções:
Ah, eu quero sair mais vezes de São Paulo, para viajar e me divertir, e um dia com sorte, talvez não volte mais. Ou só volte para ver meus pais, e minha família.
Não desperdiçar mais meus talentos e minha criatividade por causa de preguiça, ou desânimo, ou por ceticismo mesmo. Acho que vim para esse mundo para fazer algo de que eu me orgulhe mais ainda. Este ano quero finalmente voltar para o teatro e para a dança. Essas duas coisas me tornam a pessoa que eu realmente sou, e que as vezes, gostaria de ser.
Fazer um trabalho voluntário. Acho que hoje, eu tenho algo para dar e posso ajudar, ainda não sei bem o quê, mas eu quero. Quero ajudar animais das ruas, e qualquer um que seja maltratado, pra começar.
Ler mais, livros que me deixem o coração em paz, ou em pé de guerra e me façam mudar alguma coisa.
Ser um pouco mulherzinha, pelo menos de vez em quando. Eu sou muito pouco prendada, desvinculada de coisas femininas que acho bom cultivar de vez em quando. Meu sangue italiano e meu signo de leão me tornam um pouco altiva demais, autoritária demais. Meu namorado, futuro marido, homem com H, merece, e eu também mereço. Não sou feminista, eu gosto de liberdade, e gosto de ser mulher…ui me veio na cabeça a Maria Betânia cantando, ahah.
Continuar sendo que eu sou, independente da minha idade, da minha condição, e da minha profissão. Eu sou dramática, sentimental e visceral. Respeito e prezo pra caramba, meus amigos e minha família. Ah, e meus acessórios rosa, de caveira e de oncinha, também são mui importantes. Ráááá. Tem que me amar assim.
Vou malhar mais, vou dar uma melhorada nesse corpinho mingnon que Deus me deu, fui agraciada pela natureza, mas, tenho 34 (com cara e corpo de 24! Ráá). Quero continuar agradando, a mim mesma, principalmente.
Veja bem, deve haver pelo menos mais cem coisas que eu quero para esse ano, inclusive me casar, e ter a minha casa, e ter meu carro, e etc. Vou determinada, todavia, com calma. Deixa rolar.
Venha para esse même plagiado você também. Vem!
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