Entradas categorizadas em ‘Eu, por mim mesma’

Daqui mesmo

22/10/2009 · Deixe um comentário

Eu voltei, daqui mesmo de onde nunca saí. Olho para a imensa tela branca e nada me passa pela cabeça a não ser a sensação de que preciso colocar algo aqui. Escrever algo, enfim. Depois de semanas de intensa produção literária, de doar tanto de mim, e de me ver dividiva em partes, em páginas, em papel, de ver meu nome em sua autoria. Não sai nada.

Isso pode ser de certa forma angustiante. Produzir é inerente à vida, o tempo todo estamos tentando construir algo. Quando esse processo acaba, ou se interrrompe parece que esvaziou algo, que secou. Talvez não. É só uma pausa, para algo, ou para o próximo passo. O respiro para mais uma corrida ladeira acima.

Que venha…

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Pela dor

09/09/2009 · Deixe um comentário

wonder woman underwater Sentimentos são o tipo de coisa que não se deve amadurecer, sentimentos maduros, geralmente apodreceram, os disciplinados que me desculpem mas o frescor é fundamental.

Não julges minhas palavras pela idade, porque nada do que digo tem idade. Me dá sede de vida quando vejo alguém com rugas no rosto e brilho nas palavras, escorrendo em cores pela boca, e se espalhando pelo asfalto quente, derretendo toda a pavimentação e fazendo abrir o tempo mais nublado. Um arco íris saiu numa brecha do paralelepípedo.

Parafraseando meu poetinha de cabeceira Zeca Baleiro, “há mais solidão num aeroporto do que num quarto de hotel barato, antes o atrito que o contrato”. Muitas pessoas, perguntam muita coisa da minha vida, e se perguntam das vidas de outrem, mas passam seus dias sem felicidade e sem paz. Há tanto oq que fazer por si mesmo. Eu mesma me lembro de algo que posso fazer por mim todos os dias. Eu procuro lutar pela paz em meio à minha ansiedade, uma veia latente no meu pescoço, que pulsa enquanto tento em vão dormir e dizer para mim mesma, que devo relaxar, desligar, desplugar e parar de twittar.

E foi com o coração doendo, que me sentei aqui no meio da madrugada para escrever. Não sei bem o motivo, se foi o vinho, ou certos imprompérios que ouvi há dias atrás, ou a minha tolice, a minha ingenuidade, ou as minhas crenças tolas, ou ainda, a minha alardeada imaturidade. Muitas vezes, a dor é quase tão insuportável quanto a necessidade de colocá-la em palavras. Muitas vezes, ásperas, outras vezes, suaves, mas tão venenosas quanto uma serpente peçonhenta. Prefiro mil vezes, que me agridam por um breve minuto do que ser bem tratada burocraticamente e com falsidade durante décadas. Sim, eu choro quando estou triste e rio quando estou feliz, faço molecagem e não me importo. Se algumas lágrimas correm agora em meu rosto, elas me rejuvenescem, e são mais por mim, do que por você que me feriu.

Em meu pranto sentido, eu me renovo, enquanto há pessoas que continuam sendo uma peça antiga que alguns admiram, mas que está sempre guardada na estante, numa distância adequada para o alcance das mãos, quando necessário. Seja qual for o tamanho da dor, essa que ressoa forte no meu peito, não será maior que eu.

Eu sou o espelho límpido daqueles que amo e que me amam. Sou assim, eu sinto, eu vivo, e eu mastigo sentimentos, eu os uso, e vou expelindo pequenas experiências, vou crescendo e acho que finalmente floresço. Não espero muita coisa de você a não ser o seu olhar costumeiramente julgador, me fitando, me gritando em silêncio o quanto eu sou inadequada no seu pequeno mundo.

Por favor, não faça-se sentido.

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Dispersa

21/08/2009 · 1 Comentário

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Sinto que minha mente inquieta transita dentro de um corpo sedentário, tem muitas coisas, muitas realmente, que tenho que lembrar e teimo em esquecer, telefones a serem arquivados, coisas a arrumar, roupas a provar, preciso aprender a usar agenda, acho que já está na hora, tenho 36, e porque ainda continuo me esquecendo de coisas importantes. De repente, preciso alargar meus horizontes, e rápido. Preciso ler e sinto sono, preciso me exercitar e sinto preguiça, preciso comer menos e… estou dispersa. Tenho preguiça de ser supermulher todos os dias. Sem paciência para gente que sorri o tempo todo sem ter ouvido piada. O sol brilha calmo, e espero que o inverno dure para sempre.

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Open mind

02/07/2009 · Deixe um comentário

Como já dizia aquele ditado popular, ou Albert Einstein tanto faz, a mente, depois de ampliada através do conhecimento, nunca mais volta a ser como antes. É assim ampliada e revista que trago a minha atualmente.

Acho que está acontecendo mudança de ciclo (mais uma!), estrelas mudando de lugar, mas algo se acomodou dentro de mim, e se prepara para continuar. Ainda não sei decifrar muito bem isso, se é coisa da idade, ou se é amadurecimento, ou velhice, rs, mas estou seriamente empenhada a levar a cabo tudo o que me der na telha. E realmente acho que posso fazer o que eu quiser, apesar de no fundo, também saber que não posso.

E ter essa sensação de segurança era tudo de que eu precisava. Fora o vento, fora o sol, e fora meus passos largos e firmes, fora minha alma de menina, meu rosto atento e meu fogo nas entranhas, fora tudo isso, estar, e parecer segura de si, é algo sem igual.

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Estrelas mudam de lugar

12/06/2009 · 4 Comentários

É queridos leitore(a)s uma nova constelação se desenha no céu, posso sentir. E como preciso escrever tudo nessa minha vida. Quero dividir mais essa com vocês. Estou feliz, desopilada, sofri algo como…praticamente um peeling existencial. É.

Estou de volta ao mercado de trabalho. Acordei cedo, e me arrumei, num simples gesto, abri minhas comportas, quero que elas continuem fluindo. Eu sou uma fonte.

Apesar de todo aquele papo de que a felicidade está dentro de você, do qual sou plenamente crédula, pelo menos para mim, ela precisa ter um feedback. Eu não vivo sozinha, aliás, nem quero, nem preciso. E por isso, o trabalho me proporciona essa chance de ser quem eu sou, de uma forma melhor, mais completa. Eu posso ser quem eu quiser, mas escolho ser eu, essa de agora, mais animada.

Hoje é dia dos namorados. Sem nada dizer, porque já se fala muito, quero deixar trechos de filmes e suas músicas, uma para os amantes, outra para os viajantes, eu prefiro…os dois.

curtam…

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I´m flying

23/05/2009 · 3 Comentários

Assisti a esse filme hoje. É romântico sem ser chato ou pesado, é digno e bem feito. Destaque para a ótima trilha sonora e para Gerard Butler, é claro. No sábado, fim de tarde, resolvi assistir sozinha. Foi péssima ideia. Outra péssima idéia é idealizar a vida, e deixar minha veia romântica de lado, e quer saber? – Não dá – impossível tentar mudar quem se é de verdade, mais cedo ou mais tarde, lá está você sendo você mesmo. Um dia de cada vez, carpe diem.

p.s.: desculpe pelo vídeo, mas é o melhor disponível.

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Facetas, fases, faces

16/05/2009 · 2 Comentários

001-out-of-my-mind-771155 Eu me divido, sempre. E acho que essa é a minha característica mais latente, e mais incômoda, e mais viva. É impossível para mim, dedicar-me  a apenas uma coisa, a um só mundo. Não dá. Eu fico inventando mundos, e coisas melhores. Tenho os pés na cozinha e na sala de estar? Se sou madame e mundana? Sou eu, uma somatória, e não peço desculpas por isso. Até  que gosto.

Quem acaba ansiando mais nessa eterna divisão sou eu mesma. Uma mitose ambulante, se dividindo, se dividindo, eternamente, até não sobrar muita coisa de mim. Que assim seja, e pretendo deixar pedacinhos bons meus por onde passar. De carinho, de amor, de loucura e precipitação pura. Acordo, e  ainda não sei como será o resto do dia. Permaneço à tarde, saboreio as brisas do outono. À noite, como disse Vinicius, eu ardo, pelo próximo dia.

A lógica do vento, o caos do pensamento, a paz na solidão e a voz da intuição, só o que interessa…(trecho de “É só o que me interessa” de Lenine)

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Crime delicado

13/05/2009 · 1 Comentário

poster-002-suck-718091Qual será o segredo para não se enlouquecer? Quando será que notamos que esse delicado equilíbrio foi quebrado? Quando será que chega aquela hora em que nada mais importa muito? Não sei, mas  imagino que deve ser libertador. Porque em questão de minutos parece que tudo está resolvido. Acho que o necessário é não dar tanta importância a nada. E mesmo que tiver que tropeçar em tudo pela casa, nas coisas pelo chão, colocar-se sempre em primeiro lugar. Mesmo que for antes do marido, homem, amante, isso se não tiver filhos porque, pelo que as mães dizem, um filho muda tudo.

Por agora não me interessa saber, quer saber? Foda-se.

Acho que somente partindo daí, do mais absoluto nada e do desprendimento é que se pode fazer algo, voltar a amar, ou ser alguém. Há momento em que me sinto totalmente fora do planeta, sem gravidade, sem nada, desprovida de sentimentos por mais básicos que sejam. E tenho receio do quanto posso ser cruel e tomar atitudes impensadas, precipitações. Ou por fim, fica no vazio a dúvida. Talvez isso tudo tenha um nome simples e comum: saco cheio.

Posso ser quem eu quiser. Mas o que eu quero exatamente? Eu francamente não sei e diante disso tudo, tudo mesmo, se torna tão pequeno. Eu odeio café pequeno. Não quero ser boa, não quero ser má, eu só quero me sentir viva e conectada a qualquer coisa que seja, uma crença. Não quero mais esperar, não quero ser notável, eu só quero ser eu mesma. Há um ponto em que tudo incomoda, até o calor das minhas entranhas, até a vida que ainda pulsa, no amor que ainda resta no meu coração. Isso está sendo levado, pelo vento, evacuado de mim, como se eu estivesse sendo aspirada, sugada por algo muito forte, estou indo.

Um canto escuro, a penumbra, o mistério, o abandono, e a sensação de que tudo é iminente, tanto a tragédia quanto a fortuna. Pular de para-quedas, ou simplesmente, sentir o vento forte da beira do abismo. Minha consciência se concentra nessas lógicas, totalmente, nada lógicas, enquanto eu observo o desenho humano do azulejo no banheiro ou enquanto tento arrumar a minha bagunça, achando que de que alguma forma isso corresponde à minha mente, e ao enorme vazio que nela insiste em querer se instalar.

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Restart

11/05/2009 · 2 Comentários

Hoje sem mais nem menos, faltou eletricidade, sem energia, muita coisa teve que ser deixada por algumas horas, numa segunda-feira. E foi uma luz no meio daquelas horas aparentemente vazias. Momento de nadismo. O que poderia ser feito era sentar, esperar passar, ler, dormir, ou cuidar de tudo o que somente energia humana possibilita. E para mim isso bastou. A energia que eu precisava eu mesma fabriquei, não achei que isso ainda fosse possível. Eu nunca acho.

Tive que parar para pensar no que viria depois, foi como se aquilo tudo tivesse sido preparado. Todas as ansiedades se dissiparam junto com o estouro do transformador. A luz acabou, eu acendi uma vela, rezei por uma amiga querida que está doente, e percebi que não precisava de mais nada. Eu tenho tudo,  só falta melhorar.

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Auto ajuda

16/04/2009 · Deixe um comentário

die

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