Essa é a trilha para hoje.
Essa é a trilha para hoje.
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Etiquetado: Trouble. Cold Play
…escorrega…é pegajoso, delicioso, quente, aconchegante. É um buraco de onde não se quer sair apesar de ver a luz com dificuldade, e ao mesmo se sentir protegido ali, longe de um monte de coisas, contra as quais já não há mais forças para lutar. Não? Mas, não, há forças ocultas, que correm por baixo da pele, misteriosamente serpenteando entre os músculos e chegando até a transpirar.
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Etiquetado: paredes de veludo, seguir
Sou uma folha de papel, em branco, o tempo, as circunstâncias e os dias são a caneta, a pena, e as teclas. Eu estou sempre sendo reescrita, o tempo todo.
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Etiquetado: branco, mente
Se alguma vez você se viu às voltas com um carpinteiro, olhe e aprenda, porque todos nós o seremos, se ainda não o fomos. Dê muito valor, e jamais diminua essa função. Ela é o espelho do que nós que nos expressamos por meio de palavras, fazemos. Vou explicar, porém, é muito mais fundo do que se imagina. Ao escrever sinto como se começasse algo bruto que vou cortando depois, modelando, pode parecer óbvio mas nunca tinha pensado dessa forma antes. Claro que sempre faço cortes e adequações ao meu texto.
O que o carpinteiro corta fisicamente, é preciso cortar na alma, às vezes, uma ideia absurda e boa lhe passa pela cabça e em seguida, ao tentar escrevê-la ela se perde, se espalha, e juntá-la de novo é praticamente impossível.
Achei esse texto em meus rascunhos e acho que ainda não vou terminá-lo, paro por aqui para pensar melhor em como continuar a escrevê-lo…
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Etiquetado: carpinteiro, escrita
A gente se prende a muitas coisas, pessoas, sentimentos e momentos. Sou um animal social e, sociável, por vezes, com alguns sintomas da síndrome de Greta Garbo, gostaria de ter um luminoso na testa com os dizeres “leave me alone”. Enfim, como todo mundo. Ou não. É que tenho um estranho costume: eu sorrio quando estou feliz, e choro quando estou triste. A cada dia vejo as pessoas tendo que se reprimir e aguentar mais, mais uma pressão, mais uma resposta atravessada, mais uma falta de amor, menos tempo para si, menos respiro, menos cuca fresca, menos sorrisos, mais pressão, mais tristeza, mais cansaço. Com belas roupas, grana, e carro na garagem. E…então é isso, em resumo, você chegou onde queria certo? Quando começa é bem devagar, suave. Como cair e escorregar em paredes macias de veludo. A impressão de de queda, é quase nula. Você não acha que realmente que está caindo. Mas você está. Lentamente. A sua vida está ficando para trás, as coisas que você gosta, sei lá, você. Esse seu eu. Aquele que não se mostra para todo mundo. O meu eu, sempre está dividido, em muitas facetas. Receio que algumas delas se percam em meio a tanta mitose.
Conforme você desliza, tenta juntar seus pedaços. Enquanto cai, você acaba soltando o corpo, abre os olhos. Você consegue ver etapas, como se fossem andares, diferentes departamentos, flashs da sua vida. Vê-se tudo o que foi ficando para trás, houve aquela passagem em que você teve preguiça de ligar para aquele amigo que precisava de uma palavra, e teve ainda aquela outra ocasião em que deixou de ir ao cinema, e de ver aquela exposição, que provavelmente teria feito bem a você. Mas, ao contrário, você foi se fechando, e esquecendo disso. Você agora pode ver o chão, está quase chegando ao seu tempo atual, a parede começa a se tornar áspera, o veludo sumiu, e você está arranhando as mãos, seus pés tocam suavemente o chão, e você está em sua casa. De volta.
Você pode até tentar se esconder, mas em algum momento, quando menos esperar, você vai se pegar sendo você mesmo.
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Etiquetado: paredes de veludo, pressão, vida

foto de Elena Kalis
De dentro de um túnel muito escuro ela vem surgindo, pequenina, branca, mas muito segura, o peito aberto, cheio de ar, de alegria e de tentativas. As vontades se multiplicam conforme o clarão vem se aproximando de algo que parece ser a saída, afinal. Ela tentará não ir com muita sede ao pote, geralmente essa não é uma boa tática, e geralmente ela não se segura, e se joga. Como acabou de fazer, em mares profundos e águas desconhecidas. Quando dá por si está à deriva, em meio a um oceano nadando em suas próprias lágrimas, como uma criança, ela continua com um brilho no olhar, um choro baixo para que ninguém perceba. Isso não importa, melhor deixar tudo para trás e chegar na margem. A margem…a superfície, o lugar. Será que ele realmente existe? Pode ser que ela o tenha inventado para seguir em frente, com o objetivo de perseguir algo. Deve ser por isso, que ela continua à procura esse tal lugar, um lugar que somente ela conhece, enquanto carregar uma lamparina que nunca se apaga.
Categorias: Palavras para tudo · Tristesse
Etiquetado: em frente, lamparinas, luz que nunca se apaga
Eu estou acordada, em pé, andando, sentada, mente inquieta trabalhando, mas sinto uma estranha dormência. Pode ser que seja o conforto, pode ser que seja a pequena paz que recentemente adquiri, ou minha mente lutando contra mim, mas sinto isso. Lá no fundo, no meu âmago, há uma vontade irresistível de se sentar no canto escuro da sala e ser tranquilamente confundida com a mobília. Esse é o lado ruim. Mas, por outro lado, quero sair e ver o mundo, sair inclusive de trás da mesa e de frente da tela do computador, conselho do último jornalista que ainda me dá vontade de prestar atenção, Gay Talese.
Deve ser por causa dessa chuva que não para. Até porque não escrevia aqui há tempo demais, demais do que eu gostaria. Quero muito criar, quero muito me recriar, preciso disso. Todas as minhas células pedem. Acordar.
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Etiquetado: âmago, dormência, Gay Talese
A Disney não mostrou o day after…

Estou numa fase muito designer e fotografia, e dando minhas fuçadas “notúrnicas” achei esse blog, que tem coisas bem legais e interessantes sobre moda e fotografias também. Sem poesias por hoje.
Achei aqui
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Etiquetado: Branca de Neve, conto de fadas, design, Fairy tale, fotografia
Quem lê minimamente este blog, ou me conhece, sabe da minha paixão, e admiração por filmes antigos. Para mim, eles são o retrato de valores e de sentimentos que foram sendo deixados de lado. Ser apreciador de filmes antigos, é algo inato, você gosta ou não. É como talento, ou você tem ou não. Ou você sente a poesia, ou não. Ou você vê a estética, percebe a sutileza ou não. Eu também não sei porque gosto tanto dessas produções, ou porque as antiguidades me atraem, me vejo copiando um figurino sessentinha, e acho bárbaro. Bonequinha de luxo, é um filme perfeito do início ao fim, assim como as músicas de Michael Jackson.
Segue um trecho que filme que assisti hoje, parte de uma obra do Billy Wilder, um dos meus diretores preferidos.
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Etiquetado: cinema, Irma La Dulce, Michael Jackson
Estou totalmente sem tempo até mesmo para respirar e escrever aqui. Hoje completa-se uma semana que voltei a trabalhar e ainda estou me adaptando aos horários e a alegria de produzir algo do que eu gosto, e de me sentir eu mesma, me esticando, alongando raízes, e fazendo uma arte aqui, outra ali.
Hoje, me deparei com um vídeo, extrato de um filme, é muito bonito.
Vamos sentir mais, e traduzir menos.
Até breve, sempre.
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Etiquetado: bonito, cinema iraniano, sensibilidade, sentimento