Entradas categorizadas em ‘Tristesse’
O rosto está OK, já a voz…
13/09/2009 · Deixe um comentário
Categorias: Tristesse
Etiquetado: beleza, nova música, voz, Whitney Houston
Acendendo as lamparinas
04/08/2009 · Deixe um comentário

foto de Elena Kalis
De dentro de um túnel muito escuro ela vem surgindo, pequenina, branca, mas muito segura, o peito aberto, cheio de ar, de alegria e de tentativas. As vontades se multiplicam conforme o clarão vem se aproximando de algo que parece ser a saída, afinal. Ela tentará não ir com muita sede ao pote, geralmente essa não é uma boa tática, e geralmente ela não se segura, e se joga. Como acabou de fazer, em mares profundos e águas desconhecidas. Quando dá por si está à deriva, em meio a um oceano nadando em suas próprias lágrimas, como uma criança, ela continua com um brilho no olhar, um choro baixo para que ninguém perceba. Isso não importa, melhor deixar tudo para trás e chegar na margem. A margem…a superfície, o lugar. Será que ele realmente existe? Pode ser que ela o tenha inventado para seguir em frente, com o objetivo de perseguir algo. Deve ser por isso, que ela continua à procura esse tal lugar, um lugar que somente ela conhece, enquanto carregar uma lamparina que nunca se apaga.
Categorias: Palavras para tudo · Tristesse
Etiquetado: em frente, lamparinas, luz que nunca se apaga
Ironias perigosas
03/06/2009 · Deixe um comentário

Como já diz o presidente Lula, ”…nunca antes na história desse país…”, se viu livros didáticos com poesia adulta. Até então, o que era impróprio na educação brasileira eram os problemas com escolas, professores, e alunos problemáticos. Desde maio, outro quesito nota zero entrou na lista. Crianças de 9 anos podem ter recebido em mãos, livros impróprios para a idade deles, e com linguagem adulta. Enquanto isso, todos (quem?!) estão muito ogulhosos pela escolha de São Paulo para ser uma das cidades sede da Copa do Mundo de Futebol a ser realizada em 2014 no Brasil.
Quem lê, viaja
“No começo do mês de maio foram distribuídos em escolas públicas livros de poesias do programa “Ler e Escrever”, alguns poemas apresentavam ironias e linguagem adulta, que as crianças ainda não conseguem entender. O jornal O Globo, versão on line, publicou numa matéria, veja esse trecho:
” (…) Na poesia ‘Manual de auto-ajuda para supervilões’, há uma frase que diz ‘Nunca ame ninguém. Estupre’. No mesmo poema, os alunos ainda encontraram frases como ‘Tome drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto’ e ‘Seja um pouco efeminado. Isso sempre funciona com estilistas’.
A outra poesia, ‘Perdido nas cidades’, tem um trecho que fala de um esquimó; ‘Meu amigo esquimó nunca me deixa só. E, quando estou prestes a congelar, ele mija em cima de mim’.
Esse é o terceiro caso de problemas com o material escolar registrado nas escolas estaduais de São Paulo neste ano. Em março, alunos da 6ª série do ensino fundamental receberam livros de Geografia com informação errada, em que o Paraguai aparecia duas vezes no mapa e o Equador sequer era ilustrado (…)”. 28/05 às 11h18 Leonardo Guandeline, O Globo.
A parte do “nunca ame ninguém, estupre”, é chocante. Fico imaginando a cabecinha da criança lendo aquilo. Detalhe: nao há ninguém da Secretaria da Educação para revisar os livros. Será que alguém se daria ao trabalho de fazer isso? Bobagem. Se eu fosse professora leria tudo antes de recomendar a meus alunos, daqui para frente. Agora o professor tem que revisar livro didático que chega pronto na sala de aula, e depois se precisar ele que arranque a página. São 818 obras constantes da lista do programa, até agora foram encontrados três livros com esses “erros”. Sabe-se lá quantos passarão pela vistoria feita às pressas, e chegarão às mãos de alunos.
“Vocês nunca mais vão ver nesse país um mapa do Brasil com dois Paraguais. Nunca mais. E, se alguém fizer errado, o Mec tem que corrigir”.
Palavras do Presidente Lula
Mais um gol de cabeça
Ser otimista em nosso país é uma luta inglória. Não é a voz de Cassandra, que vos fala, estou sendo realista, apenas. Não sou do tipo de gente que consome com culpa por que tem gente passando fome na Somália - nada disso. Porém, veja bem, estou no Brasil, sou brasileira, e sei que, como sempre, o futebol, a festa, o samba, o suor e a cerveja, apagam da memória as mazelas políticas e as tragédias sem cura, que parecem ir junto com a ressaca pelo ralo.
Com todo o “perrengue” atual, com tanta coisa para ser feita, ainda há que se construir uma grande do parte do país, devastado pelas chuvas, e pela seca, e agora toda essa mobilização para isso? Para reforma de estádio de futebol? Isso quer dizer que vão acontecer obras, e obras, e muito trabalho para muita gente, e muito faturamento,e aquelas licitações obscuras, etc. Mas, não é só isso…e as obras nas cidades da região Sul atingidas pelas chuvas? Nem tijolos foram entregues até agora. Nossas doações foram feitas. Onde estão? Não sei, quem souber me explica. No fundo a gente sabe, mas será que queremos saber da verdade? Muitas perguntas.
Dificilmente me supreendo, tamanha a lama dessa política que aí temos. Confesso que dessa vez, gastei um tempo pensando nisso. Passei na frente da sede da prefeitura de Sampa, no Viaduto do Chá e vi uma trave com rede e tudo, decorativa, simulando uma grande área de futebol. E no meio da rede ficou posicionada a entrada do prédio com um furo por onde as pessoas podiam entrar e sair dali. Me pareceu mais uma malha fina, uma rede onde só caem os trouxas, automaticamente me lembrei do ditado popular, “caiu na rede é peixe”. O Pelezinho devia chutar a bola na cabeça do prefeito, do governador e do presidente. E depois eles acordariam na ilha de Lost.
O processo todo começou, como de costume é muito simples. Basta continuar assolando as pessoas com festas e prêmios, ilusões, e a cereja do bolo, um campeonato de futebol. De quebra, vai ter trio elétrico na rua, mulatas sambando, e uma bateria de escola de samba, uma festa linda. Ah, e quem sabe um sorteio de casas próprias e carros, tudo muito democrático. Claro, afinal não é todo dia que se é sede de Copa do Mundo. Praticamente um cometa.
Pronto. Puf. Tudo resolvido, mais uma vez. Sul, Nordeste, alô Maranhão, vocês também estão festejando?
O plano de crescimento continua firme e forte, no crescimento de problemas, de castástrofes e de viagens de lazer pagas por nós, otários e contribuintes. Alguém me explica onde está o sucesso do governo Lula? Obrigada.
Brasil, mostra a tua cara quero ver quem paga pra gente ficar assim!
Categorias: Palavras para tudo · Tristesse
Etiquetado: Copa do Mundo de 2014 no Brasil, livros proibidos, Pelezinho, vergonha
O fim do mundo como o conhecemos
28/04/2009 · 2 Comentários

A cada dia, a confirmação me salta aos olhos, o fim do mundo como eu o conheço, como nós o conhecemos. Aparentemente, tudo está acontecendo normalmente, nada muda tanto para quem não presta atenção, apenas se levanta e aguenta mais um dia, afinal logo chega a sexta-feira, e no sábado pode-se dormir mais, é uma grande ambição. Repara que as pessoas se forçam a acostumar-se com o que as incomoda. Repara que tudo parece ser engolido, fica faltando saborear. Fica faltando aquele tempero, fica faltando…eu penso muito em muita coisa. Às vezes confundo a verdade com o que vi num filme, os diálogos são melhores, e os amores são esgotados, quase sempre.
A natureza agoniza, a violência aumenta, o amor é banalizado, o sexo é necessidade fisiológica, e cada vez mais a nossa casa, nosso lar, é realmente um refúgio. A gente entra, à noite, apaga as luzes, e se senta num canto. A sensação de ser uma peça da mobília é boa.
O controle remoto liga quase tudo, e nos desliga. O sol brilha, a chuva é a força reguladora da natureza, e Darwin deve estar morrendo de rir, onde estiver, nunca a descoberta dele foi tão comprovada. Os fracos não teem vez, só os mais fortes sobrevivem, não se sabe como, eles não falam sobre isso. Eles não falam com ninguém.
A gripe suína, me lembra aqueles filmes catástofre, no estilo Epidemia, ou Extermínio. Algo já previsto pelo cinema, as melhores bilheterias. Quantas imagens eu vi quando criança, e ainda eram ficção científica, agora funcionam na minha cozinha, e no Japão. Quem não se lembra de 2001 uma odisséia no espaço?, era quase uma profecia de Nóstradamus. Oh, as malditas máquinas, oh as benditas. Lembro bem de A geração de Proteus, o computador adquire consciência humana e resolve que quer ter um filho com a mulher de seu criador. A aprisiona em casa, e se não me engano, consegue.
Acho que o fim do mundo, acontece dentro de cada um. A gente tem que construir um bem bonito, dentro da gente, antes de trancar a porta de casa, e de respeitar os toques de recolher.
Categorias: Palavras para tudo · Tristesse
Etiquetado: A geração de Proteus, cinema, fim do mundo
Idioteque
20/04/2009 · Deixe um comentário
Trilha sonora para hoje. Depois de Exit Music, gosto dessa. Dá para ouvir umas três vezes seguidas no volume 30 do mp3.
Não sei qual é a verdadeira versão, nem qual o “official” clipe. Coloquei esse porque gostei mais da viagem. Escrever está meio complicado para mim, mas essa música me preenche e me parece daquelas que talvez tenha ouvido há muito tempo. Atual, verdadeira, e me tranquiliza embora seja doentia e enlouquecedora, como todas as músicas boas.
Tenho me perguntado os motivos de eu ainda manter esse blog já que minha inspiração e vontade de escrever ande doida varrida, totalmente desregrada e desequilibrada. Mas, como nada tem muito nexo nem explicação plausível, e a maioria está realmente dando de ombros, eu continuo até onde eu achar que devo, que quero, ou enquanto o pulso ainda pulsa. Hum, profundo não? É.
Whatever darlings…
Categorias: Enjoy · Tristesse
Etiquetado: constatação, Radiohead, Tom Yorke, trizteza
Tabacaria
14/04/2009 · Deixe um comentário
Crer em mim? Não, nem em nada. Derrame-me a natureza sobre a cabeça ardente, o vento que me acha o cabelo, o resto que venha se vier…
Categorias: A vida como ela é pra mim · Tristesse
Denúncia: maus tratos no pet shop
25/03/2009 · 2 Comentários
No programa de hoje da Ana Maria Braga, mais uma denúncia horrível. Vemos todos os dias, notícias sobre babás batendo em bebês, cuidadores inescrupulosos batendo em idosos, e agora tem gente agredindo animais em pet shops. Fique atento ao seu cão e sempre o examine. O caso do cãozinho do ator Marcelo Médici é bem triste.
Veja a matéria.
Categorias: Tristesse
Etiquetado: amor, Ana Maria Braga, cachorros, maus tratos, pet shop, violência
Exit music
23/03/2009 · 1 Comentário
Triste e verdadeira como as segundas-feiras.
Acorde de seu sono, o secamento das suas lágrimas,
Hoje nós vamos fugir, nós vamos fugir.
Faça sua mala e vista-se
Antes que seu pai nos ouça,
Antes que todos o inferno desabe
Respire, continue respirando,
Não perca o controle.
Respire, continue respirando,
Eu não posso fazer isso sozinho.
Cante para nós, uma canção que nos mantenha aquecidos,
Está tão frio, tão arrepiante.
E você pode gargalhar uma risada covarde,
Esperamos que nossas regras e sabedoria sufoquem você.
E agora somos um
Numa paz eterna,
Esperamos que você sufoque, que você sufoque,
Esperamos que você sufoque, que você sufoque,
Esperamos que você sufoque, que você sufoque.
Categorias: Palavras para tudo · Tristesse
Etiquetado: Exit music, Radiohead, segunda-feira
Hoje
20/03/2009 · 2 Comentários
Última dia de verão, primeiro dia do final de semana, um dia qualquer após o outro. A rotina e a dormência. E eu preciso voltar para o começo, para mim mesma, para você. O que está acontecendo? A ciência ainda não explica tudo.
Um das melhores músicas, e um dos melhores clipes. Ouço mil vezes.
Categorias: Tristesse
Etiquetado: Coldpaly, outono, sexta, the scientist, verão

