Entradas categorizadas em ‘Um lugar chamado CINEMA’

Tarde de domingo

30/06/2009 · Deixe um comentário

Quem lê minimamente este blog, ou me conhece, sabe da minha paixão, e admiração por filmes antigos. Para mim, eles são o retrato de valores e de sentimentos que foram sendo deixados de lado. Ser apreciador de filmes antigos, é algo inato, você gosta ou não. É como talento, ou você tem ou não. Ou você sente a poesia, ou não. Ou você vê a estética, percebe a sutileza ou não. Eu também não sei porque gosto tanto dessas produções, ou porque as antiguidades me atraem, me vejo copiando um figurino sessentinha, e acho bárbaro. Bonequinha de luxo, é um filme perfeito do início ao fim, assim como as músicas de Michael Jackson.

Segue um trecho que filme que assisti hoje, parte de uma obra do Billy Wilder, um dos meus diretores preferidos.

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I´m flying

23/05/2009 · 3 Comentários

Assisti a esse filme hoje. É romântico sem ser chato ou pesado, é digno e bem feito. Destaque para a ótima trilha sonora e para Gerard Butler, é claro. No sábado, fim de tarde, resolvi assistir sozinha. Foi péssima ideia. Outra péssima idéia é idealizar a vida, e deixar minha veia romântica de lado, e quer saber? – Não dá – impossível tentar mudar quem se é de verdade, mais cedo ou mais tarde, lá está você sendo você mesmo. Um dia de cada vez, carpe diem.

p.s.: desculpe pelo vídeo, mas é o melhor disponível.

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Tudo o que existe no mundo

10/03/2009 · Deixe um comentário

sharkwater21

Tudo o que existe no mundo está ali por uma razão. Na natureza, as coisas também são assim. Deus não colocou nesse mundo nenhuma criatura, à toa, todas teem sua função, mesmo que você não saiba. E porque com os tubarões deveria ser diferente?

Dia desses enquanto zapeava os canais a cabo, assisti Sharkwater, foi um presente e mais um motivo de tristeza. É emocionante ver a luta de um jovem amante da natureza, Rob Stewart. O documentário canadense premiado mostra a batalha dos ambientalistas que defendem a espécie, para preservá-lo nas reservas  naturais da Costa Rica e nas Ilhas Galápagos, lugares conhecidos como “paraísos naturais”, mas que na verdade matam por hora cerca de 10.000 tubarões, o que gradativamente já dizimou 90% da população mundial. Muitas pessoas não sabem o que o tubarão significa no meio da cadeia alimentar e do ecossistema marinho e da vida em geral.

As pessoas costumam sentir medo dos tubarões, mas na verdade, atacar humanos não é a natureza deles. Apenas 10% de todas as espécies já os atacaram por razões que vão desde a destruição dos alimentos desses animais, ou pelo simples fato de eles serem atraídos quando há muito movimento na água, ou ainda, pelo fato de eles não enxergarem bem, e irem até o que eles imaginam ser uma presa, por dedução. Eles devem pensar, “será que é minha comida?”. Mas, é claro, que não é tão simples assim.

Poucas pessoas entendem, ou admiram tubarões. Ninguém precisa gostar deles, o que é necessário, é respeitar a espécie como parte da natureza. A maioria das pessoas acha as focas muito doces, e a imagem de simpatia é automática, elas realmente são mais acostumadas com humanos, mas não se engane por isso. O que muita gente não sabe, é que as focas comem peixes, e devoram pequenos animais, da mesma forma que os tubarões.

Se tantos querem proteger as focas, porque não proteger os tubarões? São habitantes da vida marinha e merecem igual consideração. O negócio lucrativo da venda de barbatanas de tubarão incrementa os mercados que geram milhões de dólares de lucro, na Costa Rica e na Ásia todos os dias. Há pesca com rede, com anzol e até com explosivos. As cenas são fortes, fazem pensar, fazem querer gritar, e me fizeram pensar na dor do criador ao ver tudo isso.

As barbatanas são extirpadas do tubarão ainda vivo. Além da extrema crueldade, os restos quase mortais são jogados no mar. Alguns pescadores se divertem em mostrar para as câmeras o fato de eles ainda mexerem os olhos. Será que eles são menos assassinos do que os que matam seres humanos? Porque eles gozam de liberdade, e de um cenário exuberante que estão empenhados ou cegos enquanto destroem? A natureza sofre calada e depois dá o troco, o valor pode ser alto demais para os seres humanos.

Não consigo mais imaginar onde vamos parar. Muitas vezes, sinto certo nojo de ser humana. É por isso que tem gente que conversa com seus cachorros. Tolice pensar que eles não nos entendem. Nós é que não chegamos aos pés deles.

Trailer do documentário com legendas em português

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La teta assustada

16/02/2009 · 3 Comentários

magaly-solier

O nome aí em cima chama a atenção, e marca ainda mais depois de sabermos do que se trata. Em muitos momentos da história do mundo, as mulheres sentem mais dor ou sofrem mais. No cinema, isso se mostra, documenta e se manifesta muitas vezes, e essa dura realidade me vem à cabeça. Em Ensaio sobre a cegueira, acontece um certo chamado à velha sina sexual feminina, e não se esqueçam da polêmica de o Código da Vinci, será que Maria Magdalena era realmente pecadora, ou foi mais uma forma de preconceito invenada contra a inteligência e importância femininas?

E o ganhador do Urso de Ouro em Berlin 2009, é outro exemplo disso, e da sensibilidade e sentimento da diretora peruana Claudia Llosa. O longa peruano La teta assustada, se baseou no mito de que as mulheres estupradas na violência política do Peru, traumatizariam seus filhos ao amamentá-los. Dá um certo arrepio de pensar nisso. Há anos atrás fui assistir Monólogos da Vagina, e ainda lembro do que senti numa das passagens tristes da comédia, quando mulheres estupradas na guerra narram algumas atrocidades sofridas por elas.

Acho que será uma corrida por aqui para assistir La Teta, quando, e se, ele vier antes da Mostra Internacional de Cinema. Pouco provável.

o serviço

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Uma curiosa história, ou algo além disso

13/02/2009 · Deixe um comentário

benjaminbutton11_large4Eu não sou crítica de cinema, somente escrevo sobre os filmes que vejo e que na minha opinião, merecem uma reflexão, merecem ser vistos de novo, amados para sempre, ou odiados. Sou livre (pelo menos aqui!) a ponto de dizer o que sinto em primeira pessoa. Cinema é história, identidade. Eu me encontro num filme, e enxergo o quanto é inútil o tempo, e as palavras que desperdiço reclamando de qualquer aspecto da minha vida. Ou ainda, uma boa película, desperta em mim o desejo maior de viver intensamente cada minuto da minha existência. Afinal, para quê perder tempo?

É assim que eu me senti depois de assistir O curioso caso de Benjamim Button, quero ver de novo. Preciso começar com um clichê, conhecer essa história é como sentir uma lufada de ar fresco, o filme foi baseado no conto homônimo de F. Scott Fitzgerald. A inspiração de F. Scott veio da famosa frase de Mark Twain: “A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente chegar aos 18″.

É poesia pura do começo ao fim. Sublime, leve, bonito, como há muito tempo não vê. Só me lembro de sensação parecida depois de assistir Forrest Gump. O roterista Eric Roth, autor de ambos os filmes, também roteirizou o excelente O Informante (The Insider). Forrest Gump e bb2Button marcam tanto pela sensibilidade de mostrar de maneira grandiosa algo simples, como o valor da vida, como pelos exímios efeitos especiais. Brad Pitt dedicava 5 horas diárias para a maquiagem.

A história faz o relógio biológico do enrugado e frágil menino que nasce com a aparência e os achaques de um octagenário, voltar para trás. Ele vai rejuvenescendo com o passar do tempo, e registra tudo num diário, só por isso já dá curiosidade. Não ligue para quem anda falando que o filme é parado. Ora bolas, por acaso é um filme de ação? É um filme feito para ser apreciado, sentido, e refletido com calma. A mesma calma interminável de Benjamin Button. Um velho-menino que vive num asilo com a mãe, ele remoça quando todos acham que ele morrerá em breve. O mais impressionante é a forma como ele aceita o que recebeu da vida. Considero um grande conto de fadas, sem mágica, e sem nenhum truque.

A forma como essa bela história foi contada é que conta. São 2h46m bem gastos.

Brad Pitt, nunca esteve tão bem, tão maduro, que até as rugas lhe caíram bem, Cate Blanchet que já havia feito par com ele em Babel, está perfeita também, mas não consegue ofuscar Brad, o filme realmente é dele. A pele branca de Blanchet foi amplamente explorada pela fotografia lindíssima. O jogo entre claro e escuro e a iluminação difusa dão às cenas um ar mágico e acetinado.

Benjamin Button foi filmado em Nova Orleans, com um orçamento de US$ 150 milhões, a pedido dos produtores, o roteirista Eric Roth e o direitor David Fincher aceitaram mudar seus planos de filmar em Baltimore devido aos incentivos fiscais oferecidos. Depois do furacão Katrina, que em 2005 devastou a cidade, este é o segundo filme a ser rodado lá desde 2006 quando a cidade serviu de locação para Déjà Vú.

BB concorre a 13 oscars, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Brad Pitt), Melhor Atriz Coadjuvante (Taraji P. Henson), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhores Efeitos Especiais. Recebeu 5 indicações ao Globo de Ouro, e abocanhou outros prêmios tão importantes quanto o Oscar e ainda ganhou 3 prêmios no BAFTA (British Academy of Film and Television Arts).

Charles Chaplin disse em um de seus textos, que o ser humano deveria começar pela morte, e depois ir voltando no tempo até nascer, logo me veio à mente os dois pensamentos, dois cérebros brilhantes passeando juntos, Chaplin e Fitzgerald.

“A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando….E termina tudo com um ótimo orgasmo!!! Não seria perfeito?”

Charles Chaplin

Curiosidade:  Curioso plágio?

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Casinha de sapê, que nada

01/10/2008 · 1 Comentário

O olhar da gente acaba se despertando para aquilo que queremos ver, algo que nos interessa muito, nos emociona, e nos transporta para mais perto de algum sonho, de alguma ilusão. Algo que faça bem aos olhos, e/ou ao coração. Meu olhar tem se deliciado com casas. Essas, de morar, sabe. As belas casas de cinema. Algumas parecem saídas dos meus sonhos ou de algum conto de fadas. Certos personagens moram bem.

 

 

A Casa do Lago

A casa fica dentro de um lago, suspensa por longas colunas que a sustentam sobre as águas calmas do manso regato. A casa é de vidro, o sol inside de todos os lados, e no inverno a neve se acumula nos vidros, fazendo as vezes das cortinas inexistentes. Sem privacidade, a casa de vidro não tem nada a esconder. O que separa essa bela casa da terra firme é uma ponte, apenas. Um homem que vive em 2004, se apaixona por uma mulher com quem se corresponde em 2006. A caixa de correio mágica da casa de vidro.

 

Testemunha silenciosa

No sopé da colina, uma construção sustentada por grandes colunas de mármore, está situada em frente a um lago, e um píer instalado nas margens, pode levar até quase o meio desse lago. No inverno, uma pista de patinação gigante se forma nas águas congeladas. Ao mesmo tempo lindíssima, a paisagem se torna sombria, o lugar ideal para se sumir com um corpo, ou dois.

 

E se fosse verdade

Um apartamento lindo, amplo, como só se vê em filme americano mesmo. Na sala de jantar uma mesa grande de madeira avermelhada enche o ambiente, em cima, um simples vasinho de mesa. A personagem principal vive sozinha, uma médica sem tempo para a vida – a não ser a de seus pacientes – e para o amor. Até o dia em que ela entra no túnel sem volta. Sobra espaço e beleza. Na sala um sofá que fica bem em frente a uma janela panorâmica, boa para olhar as estrelas e servir de fundo a uma das sequências legais do filme. A dona do apê é a produtora do filme, ela mesma sugeriu que sua casa fosse a locação, acertou em cheio.

 

Separados pelo casamento

O apartamento enorme deste filme é sem dúvida o personagem principal. O casal está às turras e no momento da separação, cada um fica com seu quadrado, e a partir daí o roteiro se desenrola. Aos detalhes: um belo corredor leva dos quartos até a sala, tudo pintado de branco, a decoração nem chama tanto a atenção, o que surpreende é o tamanho. Fiquei imaginando as possíveis decorações que eu poderia fazer. Com certeza daria para dar altas festas, aliás, poderia ter até uma mesa de sinuca ali, como tanto queria o homem da casa.

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Adoráveis obsessões (da série)

07/08/2008 · 1 Comentário

Obsessão. É a palavra certa para definir a minha fixação por alguns filmes e suas músicas. Certos filmes servem como terapia, eles costumam aparecer na minha vida na hora certa, exatamente quando eu precisava. Pode até parecer perda de tempo para alguns, mas já passei muitas tardes de sol assistindo a algum filme que me conquistou por algum motivo. Ah, os filmes da minha vida. Como sempre, gosto de mencionar que não sou crítica, sou livre.

 

O gênero que me faz feliz varia de acordo com meu humor, o do momento.

 

O filme que eu assisti hoje, pela quinta vez, eu acho, faz parte da minha lista de remédios de efeito imediato. Além de sublimar a terapia, rende boas risadas e ajuda a entender porque vale a pena passar horas em frente a uma tv vendo filmes, ou lendo um livro. Ao final de um dia daqueles, dentro de uma semana daquelas. Daquelas que poderiam ter sido puladas, caso fosse possível ter um controle remoto especial para isso como em Click.

 

É meu costume milenar buscar refúgio dentro das histórias e das trilhas sonoras quando as de minha própria autoria não satisfazem. Mas enfim, eis que na tarde vazia de hoje, achei um pequeno bálsamo cinematográfico, Alta Fidelidade, do diretor Stephen Frears. Entre músicas, filmes, e algumas listas, estava Rob Gordon (John Cusack), o cara maníaco por listas, que resolveu fazer mais uma - de seus 5 “top-foras”. Para quem não conhece a estória, Rob é um expert em música pop, dono de uma loja de discos de vinil, à beira da falência, que resolve passar sua vida sentimental a limpo. Esse é mais um daqueles filmes que dificilmente se esquece, primeiro pela trilha sonora sensacional, e depois pelo ótimo roteiro que teve a mão de John Cusak. Sem falar de Jack Black, hilário. É tocante ver como o protagonista se embaraça e teima em permanecer na “adultescência”. Adoro.

 

Detalhe para o figurino ao estilo Galeria do Rock.

 

Divirta-se com essa performance de Jack Black

 

 

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Batman para adultos

25/07/2008 · Deixe um comentário

O novo filme do Batman, The Dark Khight, é denso, pesado, e com os pés tão fincados na realidade quanto possível. Um filme somente para adultos. Em meio ao caos da cidade de Gotham City, o paraíso dos bandidos, e mafiosos, o chiquérrimo Bruce Wayne vestido de Batman, tenta manter alguma ordem. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

O filme supreende pelas cenas de ação recheadas com supermáquinas e por seus personagens, todos eles estão bem no longa. Os fãs e estudiosos do universo dos quadrinhos comentam que muitas tomadas de cenas são reproduções exatas das hq´s, tal fato só colabora para essa obra marcante aumentar sua lista de êxitos.

Além de um traje perfeito, parafernálias tecnológicas e uma moto ( o que é aquilo?! Bat-Pod) pela qual eu provavelmente daria meu dedo mindinho, e o esperado num filme de ação eletrizante, quem chama realmente a atenção, é o Coringa, criado e interpretado pelo saudoso Heath Ledger. Ele é o vilão que quase te convence, não porque sua infância foi sofrida e ele é um mero produto do meio, é pela frieza e pela inteligência, pela facilidade em se fazer entender. 

Jack Nicholson caiu do cavalo ao dizer que o seu Coringa era inimitável. Pode ser que não. Pode ser bem melhor que ele. O Joker louco de Ledger enterra de vez o palhação retratado no filme de Tim Burton. Neste Batman que estreou dia 18, o diretor Christopher Nolan, que já dirigiu “Batman Begins” em 2005,  comandou cenas de ação turbinadas pelas técnicas ninja de Bruce Wayne. Não perca, e sinta o impacto.

Os outros personagens são igualmente interessantes, as caracterizações estão ótimas, mas servem apenas como pano de fundo para as estripulias mortais do Joker que queima dinheiro porque é louco, ou porque simplesmente não precisa dele.

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Sex and the city, the movie, the family

02/07/2008 · 2 Comentários

Sex and the city, o filme, é um deleite para as mulheres, pois, afinal de contas, os homens não têm motivos para ver esse filme. Por mais que seu marido, namorado, ou amante queira te fazer as vontades, ele vai ficar enfastiado. Oh! Pobres diabos, eles não podem entender aquilo ali, nem devem. Coisa de menina, adoooorooo!

Afinal, é muito família, a família da beleza, da moda, das coisas dispensáveis e daquelas sem as quais nós fêmeas não podemos viver: homens e moda. A grana para isso deve ser algo intrínseco. Sorry, queridas pobres e arrogantes como esta que vos fala. Mas é uma película chique, cheirando a perfume da Sarah Jessica Parker. O filme é bom, a história gira em torno do cotidiano conhecido pelos expectadores do seriado. Mas não é um episódio mais longo, tem seu brilho e sua fartura de ingredientes. E o melhor continua sendo que a realidade das quatro amigas, é um outro mundo, com mais grana, claro, para a realidade das mulheres brasileiras.

Olha, sinceramente. Amei aquele figurino. Marca registrada da série. Se você está em fase casamenteira, oh…Berenice, segura, é de surtar. As roupas da Carrie são as minhas preferidas, mas eu faria um mix com um toque de cada uma delas. Os cintos. Ah! os cintos. A trilha sonora é gostosa de ouvir, e romântica na medida, sem ser brega. Tsc, enfim. Vão ver, mulherzinhas, vão!

Jantares, almoços ou simples cafés da tarde, são acontecimentos glamourosos, e sempre em locações de matar. Isso é ótimo, a realidade é certa, obrigada, mas também precisamos de fantasia e roupas lindas, inusitadas, amores difíceis e Nova York.

p.s.: assisti numa tarde perfeita, eu e mais minhas três grandes amigas, Juliana, Carla e Gabriela. Rimos de nossas piadinhas internas, e choramos como sentimentais que somos. Bah, delícia de mulherada. hehe.

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Hurt

17/06/2008 · 1 Comentário

Tempo…para pensar, para pensar, para pensar, para maturar, para enlouquecer, para terminar.

Acho que o mais importante é ter história para contar no futuro. Olhar para trás e ter certeza de que se arriscou e tentou, enfim, se viveu. Gosto muito de biografias. O Johnny Cash eu conheci mais por causa do cinema, minha paixão profunda. O história de amor que envolve a vida de Cash também é atraente. Toda boa trajetória de vida precisa de um grande amor. Aliás, há algo em que um grande amor não se encaixe?

Gostos e manias à parte, amor e sofrimento caminham juntos muitas vezes. Certa pitada de fetiche, cartada do destino, etapas, não importa. Ninguém tem um caminho sem nenhum tijolinho amarelo faltando. Prefiro pensar que não faz a menor diferença se a conta fecha. Não quero mais resolver nenhuma equação. Quero apenas que aconteça.

Hurt, música de Trent Reznor do NIN, gravada por Johnny Cash

 

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