Amanhã é sexta. E daí? Depois de domingo é segunda. E daí? Essa expectativa diante de dias decisivos, e até angustiantes como estes me mata. Pode ser apenas um momento, mas tenho a sensação de estar na beirada de um edifício prestes a pular, ou sentada à beira de um rio vendo a água deslizar, de maneira interminável e intermitente. Tudo continua acontecendo, escorrendo, derretendo e se consumindo sem a minha interferência, nada depende de mim. Nada.
Sorte da minha gata, que nasceu para miar.
